Malta indicia 3 por morte de jornalista crítica ao governo

ROMA, 6 DEZ (ANSA) - A Justiça de Malta indiciou formalmente nesta quarta-feira (6) três homens acusados de participar do atentado contra a jornalista Daphne Caruana Galizia, ocorrido no dia 16 de outubro.   

Os indiciados estavam no grupo de 10 pessoas detidas na última segunda-feira (4). Os demais sete suspeitos foram libertados pela Justiça local.   

De acordo com a mídia maltesa, os irmãos Alfred e George Degiorgio, de 52 e 54 anos, respectivamente, e Vince Muscat, 55, são os acusados. Os três, que tem um longo histórico criminal, alegaram inocência durante os depoimentos iniciais sobre as acusações de homicídio e porte de material explosivo.   

Não está claro no anúncio das autoridades se um dos três é o mandante do crime ou se eles agiram a mando de alguém.   

O caso da morte de Galizia chocou a Europa. A jornalista, que também possuía um blog, denunciou uma série de atos de corrupção com paraísos fiscais de proeminentes figuras da política de Malta. Por conta das revelações, e de posteriores investigações judiciais, o primeiro-ministro, Joseph Muscat, convocou novas eleições no pequeno país do Mediterrâneo A jornalista morreu pouco após sair de sua casa, em Mosta, quando uma bomba colocada no seu carro explodiu. O premier prometeu investigar duramente as causas da morte, que para ele, estão "fora de Malta", e chegou a oferecer uma recompensa milionária para quem desse pistas dos mandantes do crime. (ANSA)
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