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Reforma fiscal nos EUA deve ser ratificada nesta quinta-feira

20/12/2017 15h08

NOVA YORK, 20 DEZ (ANSA) - A reforma fiscal apresentada pelo governo dos Estados Unidos foi aprovada na madrugada desta quarta-feira (20) no Senado do país.   

Com 51 votos a favor, de todos os republicanos, e 48 votos contrários, de todos os democratas, agora, o projeto deve ser aprovado em nova votação técnica na Câmara dos Representantes nesta quinta-feira (21).   

A votação precisará voltar à Casa, onde foi aprovada na terça-feira (19), por conta da adição de três emendas pelos democratas. No entanto, é esperado uma votação fácil para o mandatário, em uma vitória pessoal de Trump.   

"É uma vitória histórica para os norte-americanos", disse Trump em pronunciamento nesta quarta-feira (20) em uma reunião de seu Gabinete.   

Porém, especialistas consultados pela mídia norte-americana apontam que a reforma deve fazer com que o próprio presidente dos EUA se beneficie amplamente. Isso porque a medida tem como um dos principais setores beneficiados as atividades imobiliárias comerciais, de onde a família Trump tem sua principal fonte de renda.   

Ao analisar as declarações de imposto de renda até 2015 de Trump e de sua esposa, Melania, eles concluíram que o magnata economizaria US$ 22 milhões em impostos.   

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, rebateu a acusação dizendo que o presidente "terá um alto custo no plano pessoal", mas informou que ele ainda não divulgou seu imposto de renda de 2016 porque ele está sendo analisado pelo IRS, agência responsável pelos impostos.   

A oposição acusa que a nova lei vai beneficiar apenas as empresas de grande porte e os milionários e bilionários norte-americanos. Durante a votação, a líder dos democratas, Nancy Pelosi, chegou a afirmar aos republicanos que esse "monstro voltará para assombrá-los" no futuro. De acordo com ela, a medida complica e deixa ainda mais pontos obscuros no setor de tributação no país.   

- A reforma: A reforma baseia-se, especialmente, na redução de impostos das empresas - que cairão de 35% para 20% de maneira definitiva. Já para as pessoas físicas, serão mantidas apenas quatro faixas de pagamento: 12%, 25%, 35% e 39,6%.   

Analistas do país afirmam que isso causará um aumento do déficit fiscal norte-americano, que já está em US$ 1,5 trilhão, nos próximos 10 anos. Já os republicanos afirmam que, com menos impostos, as empresas vão impulsionar a economia com contratações - o que causaria um aumento de consumo das pessoas. (ANSA)
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