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Aliança de esquerda na Itália ganha corpo de olho em 2018

22/12/2017 19h39

ROMA, 22 DEZ (ANSA) - A aliança política de esquerda Livres e Iguais (LeU), que pode ser determinante para o resultado das eleições legislativas na Itália em 2018, ganhou um reforço de peso nesta sexta-feira (22), com a adesão da presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini.   

Jornalista de formação, Boldrini, 56 anos, foi eleita em 2013 como independente, mas era próxima à extinta legenda Esquerda, Ecologia e Liberdade (SEL), que foi incorporada em fevereiro passado à sigla Esquerda Italiana (SI), formada por dissidentes do Partido Democrático (PD).   

Desde então, ela era cortejada por diversas forças progressistas e sociais-democratas, inclusive o PD, mas acabou aceitando entrar para o Livres e Iguais. "Agora temos o dever de fazer de tudo para evitar o abstencionismo no eleitorado progressista, e estou convencida de que o LeU tem esse potencial. Por isso, minha viagem continuará com eles", declarou.   

A aliança é formada pelo próprio SI, pelo Movimento Democrático e Progressista (MDP) e pelo Possível, todos eles fundados por políticos que deixaram o PD, de centro-esquerda, por causa de divergências com o estilo personalista de seu líder, o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi.   

O LeU se apresentará nas eleições de 2018 com o presidente do Senado, o ex-magistrado antimáfia Pietro Grasso, outro egresso do Partido Democrático, no papel de candidato a chefe de governo. "Estou feliz que Laura Boldrini tenha escolhido unir-se ao Livres e Iguais, um projeto que cresce dia após dia", escreveu Grasso no Twitter.   

O objetivo da aliança é chegar pelo menos aos dois dígitos no pleito legislativo do ano que vem, roubando votos sobretudo do PD, que até agora não conseguiu costurar nenhuma coalizão para as eleições.   

Por conta disso, o crescimento do LeU é acompanhado com apreensão por Renzi, que tenta voltar ao cargo de primeiro-ministro e, para isso, precisa vencer nas urnas em 2018, em uma disputa que se configura bastante acirrada com o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) e a direita de Silvio Berlusconi e Matteo Salvini. (ANSA)
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