Governo da Itália aprova missão militar no Níger

ROMA, 28 DEZ (ANSA) - O Conselho dos Ministros da Itália aprovou nesta quinta-feira (28) uma proposta do premier Paolo Gentiloni para autorizar a participação do país em missões internacionais em 2018.   

O texto diz respeito à operação que as Forças Armadas italianas pretendem realizar no Níger, na região africana do Sahel, para combater o tráfico de seres humanos e o terrorismo.   

A medida, que ainda precisa do aval do Parlamento, é mais uma ação de Roma para tentar fechar a rota migratória clandestina do Mediterrâneo Central, que já teve uma drástica redução após o acordo para treinar e equipar a Guarda Costeira da Líbia.   

"Iremos ao Níger após um pedido do governo local feito no início de dezembro", declarou Gentiloni nesta quinta, em sua coletiva de imprensa de fim de ano. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo será "consolidar o controle do território e das fronteiras" nigerinas e "reforçar a polícia local".   

"O Níger é um país mais pronto que outros para colaborar na questão migratória, até por ser uma nação de trânsito. Se dermos nossa contribuição para a consolidação da capacidade daquele país, faremos algo sacrossanto para o interesse italiano", acrescentou.   

Nação de grandes dimensões e fronteiras porosas, o Níger fica no Sahel, espécie de cinturão árido que separa a África Subsaariana, de onde parte a maioria dos migrantes forçados que têm a Itália como destino, da costa mediterrânea do continente.   

Gentiloni já havia anunciado uma ajuda de 50 milhões de euros para reforçar as divisas nigerinas e determinado a abertura de uma embaixada na capital do país, Niamey. Recentemente, a União Europeia também prometeu 50 milhões de euros para a criação de uma força conjunta de cinco países do Sahel, que ainda inclui Burkina Fasso, Chade, Mali e Mauritânia.   

Além disso, Niamey participou, a convite de Roma, da última cúpula do G7, em maio, na cidade italiana de Taormina. As Forças Armadas da Itália já iniciaram uma missão de reconhecimento no país africano, mas a missão só deve começar após o aval do Parlamento, que foi dissolvido pelo presidente Sergio Mattarella nesta quinta, para as eleições legislativas de 2018.   

A Itália trabalhará em conjunto com a França e as Nações Unidas (ONU), que já possuem contingentes em Niamey, e a operação envolverá até 470 militares, usando parte das forças que estão alocadas hoje no Iraque. (ANSA)
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