Número de italianos com depressão diminuiu, aponta pesquisa

ROMA, 03 JAN (ANSA) - Considerada a doença do século, a depressão atinge milhares de pessoas em todo o mundo. No entanto, segundo uma análise do Instituto Superior de Saúde (ISS), os italianos estão sofrendo menos com a enfermidade nos últimos anos.   

De acordo com o estudo, entre 2013 e 2016, quase 6% da população (cerca de 2,5 milhões de pessoas) com idades entre 18 e 69 anos apresentaram sintomas depressivos. Embora o número seja preocupante, a pesquisa mostrou que diminuiu a quantidade de pessoas que estão com depressão na Itália. Em 2008, cerca de 7,8% da população tinha a doenças, já em 2016, a porcentagem caiu para 5,6%.   

"A partir de uma ligeira melhoria nas condições econômicas, sociais e de saúde, em comparação com a explosão da crise de 2008, formamos naturalmente uma tendência psicológica em nossa mente para superar as fases negativas da vida", explicou o psiquiatra Massimo Cozza.   

Ainda de acordo com Cozza, os sintomas depressivos de pessoas que não possuem a cidadania italiana são maiores (6,1%), pois vieram ao país em condições piores de vida.   

Em relação a idade, a depressão atinge mais os italianos que possuem entre 50 e 69 anos (7,7%). Enquanto os sintomas da doença são diagnosticados em 4,4 % da população entre 18 e 34 anos.   

Já as razões pelos quais os italianos ficaram depressivos estão ligados a dificuldades financeiras (11,3%) e ao estado de saúde (12,6%), principalmente em pessoas que sofrem com doenças crônicas. "Deve ser esclarecido que os sentimentos de tristeza são normais como resultados de eventos negativos de vida, econômicos e afetivos. No entanto, se os distúrbios persistem ao longo do tempo, é aconselhável entrar em contato com o médico da família ou diretamente com os centros de saúde", explica Cozza.   

Segundo dados revelados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em fevereiro de 2017, a depressão afeta cerca de 322 milhões de pessoas no mundo.(ANSA)
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