Trump ataca ex-assessor que criticou reunião com russos

WASHINGTON, 03 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (3) que o ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon "perdeu a cabeça", por ter definido como "subversivo" e "antipatriótico" um encontro entre um filho do magnata e supostos representantes do governo da Rússia.   

Demitido em agosto passado, Bannon era um dos assessores mais próximos de Trump e é uma das principais vozes do ultranacionalismo nos EUA. Ele é diretor do site "Breitbart News", um dos preferidos da extrema direita norte-americana.   

Em um livro sobre o governo Trump que será lançado na semana que vem, o ex-estrategista-chefe usa as palavras "subversivo" e "antipatriótico" para definir o encontro do primogênito do presidente, Donald Trump Jr., com a advogada russa Natalia Veselnitskaya, que dizia ter informações "comprometedoras" sobre Hillary Clinton.   

A reunião ocorreu em 9 de junho de 2016, na Trump Tower, em Nova York, e também contou com a presença do ex-chefe de campanha do republicano, Paul Manafort, denunciado por "conspiração", e do genro do mandatário, Jared Kushner.   

"Ainda que eu pensasse que não era subversivo, ou antipatriótico, ou coisas feias - e eu pensei tudo isso -, eu devia ter chamado o FBI imediatamente", confessou Bannon a Michael Wolff, autor do livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House" ("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump", em tradução livre).   

Segundo o ex-estrategista-chefe, os investigadores "quebrarão" o filho do presidente "como um ovo em rede nacional". "Steve Bannon não tem nada a ver comigo ou com minha presidência.   

Quando ele foi demitido, ele não perdeu apenas o emprego, ele perdeu a cabeça", diz um comunicado assinado por Trump.   

Além disso, a Casa Branca afirmou que o livro de Wolff é cheio de "histórias falsas e enganosas de indivíduos que não têm qualquer acesso ou influência" no governo. Bannon foi demitido após ter dado uma entrevista negando a existência de uma solução militar para a crise na Coreia do Norte, contradizendo o próprio Trump, e chamando a extrema direita de "um monte de palhaços".   

O escândalo da Rússia vem se aproximando do gabinete do presidente, principalmente depois de seu ex-conselheiro para Segurança Nacional Michael Flynn ter se declarado culpado por mentir a agentes do FBI sobre contatos com representantes de Moscou.   

A polícia federal norte-americana investiga se o Kremlin influenciou de alguma forma as eleições de 2016 e se houve conluio entre a Rússia e membros da equipe de Trump. (ANSA)
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