UE diz que mortes em protestos no Irã são 'inaceitáveis'

BRUXELAS E TEERÃ, 3 JAN (ANSA) - A alta representante da União Europeia para a Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, afirmou nesta quarta-feira (3) que o bloco "está acompanhando de perto as manifestações no Irã" e destacou que é "inaceitável a perda de vidas humanas" durante os atos.   

Para a chefe da diplomacia europeia, as "demonstrações pacíficas e a liberdade de expressão são direitos fundamentais que se aplicam a todos os países, e o Irã não é uma exceção a isso". "Esperamos que todas as pessoas envolvidas se abstenham da violência", destacou ainda Mogherini.   

O número de mortos nos protestos, que começaram no dia 28 de dezembro, ainda são incertos. A mídia estatal fala em 23 mortos em diversas cidades, mas não há confirmação dos dados.   

Os atos começaram na cidade de Mashhda contra a inflação e a alta no desemprego, mas se espalhou para outras localidades com diversas pautas, do combate à corrupção à destituição do aiatolá, tornando-se os maiores desde 2009.   

Apesar de, no início, as autoridades iranianas mostrarem uma postura dura contra os manifestantes, o presidente Hassan Rohani fez um pronunciamento em que dizia que os iranianos são "livres para se manifestar", mas que não seriam tolerados danos "aos prédios públicos".   

Por sua vez, Khamenei afirmou que os atos eram patrocinados por "inimigos do Irã" no exterior, sem citar diretamente nenhum país.   

No entanto, nesta quarta, o dia está sendo marcado por uma grande manifestação a favor do guia supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, e ao governo. (ANSA)
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