Trump diz que livro sobre seu governo está cheio de mentiras

WASHINGTON, 5 JAN (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a publicação do livro "Fire and Fury: Inside the Trump White House" ("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump" em tradução livres), do jornalista Michael Wolff, afirmando que a publicação está "cheia de mentiras".   

Para o livro, que teve seu lançamento antecipado por conta da alta procura, o autor fez 200 entrevistas mas, a mais polêmica delas, foi com o ex-estrategista-chefe da Casa Branca, considerado o mentor da política conservadora de Trump, Steve Bannon.   

Entre as principais revelações, Bannon acusou o filho do mandatário, Donald Trump Jr., de "traição" e de ter cometido um "ato antipatriótico" por ter se reunido com uma advogada russa, durante a campanha eleitoral, para tentar achar informações que comprometessem a democrata e concorrente Hillary Clinton.   

Em outro ponto, Bannon revelou que Melania Trump chorou copiosamente após a vitória do marido nas eleições, "mas não de felicidade", e que houve um "choque total" com o feito do magnata no pleito de novembro de 2016.   

A publicação também revela que a filha do mandatário, Ivanka, quer ser a "primeira presidente mulher" do país e que trabalha com o marido, que também é conselheiro do sogro, Jared Kushner, para atingir tal objetivo.   

Em outro trecho, há a revelação de que Trump não esperava vencer as eleições - e que esse foi um dos motivos para não publicar, por exemplo, seu imposto de renda.   

"Derrotado, Trump seria ainda mais famoso e um mártir de Hillary. Sua filha Ivanka e o genro Jared seriam celebridades internacionais. Steve Bannon se tornaria o líder de fato do movimento do Tea Party [a ala radical do Partido Republicano].   

Melania Trump, assegurada de que seu marido não seria presidente, poderia voltar a almoçar discretamente. Perder a eleição funcionaria para todos. Perder era ganhar", diz o livro.   

O texto ainda afirma que Trump e Melania dormem em quartos separados, "sendo a primeira vez que isso acontece desde a Casa Branca de Kennedy" e que o magnata "detestou" que estrelas "nível A" se negaram a participar do evento de sua posse, em janeiro de 2017.   

Os advogados do presidente tentaram impedir o lançamento do livro e já ameaçaram processar Bannon por "quebra de confidencialidade". Mas, no entanto, a medida surtiu efeito contrário e, ao invés de ser publicado no dia 9, a obra será lançada hoje.   

- Bannon perde principal apoiadora financeira: Após as revelações do livro, Bannon também enfrenta perdas - assim como o presidente.   

A principal apoiadora dele ao longo dos últimos anos, a bilionária Rebekah Mercer, cancelou o envio de dinheiro para o movimento liderado por ele, incluindo o site ultraconservador "Breitbart".   

"Estou com Trump. Apoio o presidente Trump e a plataforma na base pela qual ele foi eleito. Eu e minha família não conversamos com Bannon há muitos meses e não damos apoio financeiro à sua agenda política, nem o apoiamos em suas recentes ações e declarações", disse a financiadora ao jornal "Washington Post". (ANSA)
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