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Bannon se desculpa por chamar filho de Trump de antipatriota

08/01/2018 10h21

WASHINGTON, 8 JAN (ANSA) - O ex-estrategista do governo Donald Trump, Steve Bannon, voltou atrás e pediu desculpas por chamar o filho do presidente, Donald Trump Jr., de "antipatriota" em entrevista para Michael Wolff, autor do polêmico livro "Fire and Fury: Inside The Trump White House" ("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump", em tradução livre).   

Em um comunicado enviado ao site "Axios", ele afirmou que o filho do magnata é "um patriota e um bom homem" e lamentou que "o atraso de minha resposta sobre as informações de Don Jr.   

tenha desviado a atenção das conquistas históricas do presidente em seu primeiro ano de mandato".   

Bannon ainda afirmou que suas declarações de "traição" e de "antipatriotismo" foram direcionadas a Paul Manafort, advogado e chefe da campanha de Trump, e não para o filho do presidente.   

A afirmação havia sido divulgada no livro por conta de um encontro entre Trump Jr. e Manafort com uma advogada russa. Na reunião, os dois membros da campanha do republicano queriam informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, a candidata democrata à Presidência.   

A reunião é alvo de investigação do chamado caso "Russiagate", que investiga uma suposta interferência russa no pleito de 2016.   

Manafort se entregou ao FBI em outubro do ano passado e o FBI abriu 12 acusações contra ele, incluindo "conspiração".   

"Os meus comentários sobre o encontro com os russos vinham da minha experiência de vida como oficial da Marinha a bordo de um contratorpedeiro, o qual tinha como principal missão caçar submarinos soviéticos nos meus tempos no Pentágono durante os anos [Ronald] Reagan", destacou no comunicado.   

A nota ainda prossegue dizendo que o "nosso foco era derrotar o 'império do mal' e fazer um filme sobre a guerra de Reagan contra os soviéticos e do envolvimento de Hillary Clinton na venda de urânia para os russos".   

Tentando amenizar as críticas de sofreu dos republicanos, incluindo Trump, ele ainda destacou que o magnata "era o único candidato que poderia desafiar e derrotar o aparelhamento Clinton" e afirmou que ele, Bannon, é "a única pessoa que, até agora, conduziu um esforço global para divulgar a mensagem de Trump e do Trumpismo". (ANSA)
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