Em reviravolta, governador da Lombardia desiste de reeleição

ROMA, 8 JAN (ANSA) - O governador da Lombardia, Roberto Maroni, confirmou os rumores e anunciou nesta segunda-feira (8) que não concorrerá a reeleição na disputa do próximo dia 4 de março. O representante do Liga Norte anunciou "motivos pessoais" para deixar o pleito, mas disse estar à disposição "no futuro".   

A notícia vem menos de 24 horas depois do líder de seu partido, Matteo Salvini, ao lado do ex-premier Silvio Berlusconi, do Força Itália, e de Giorgia Meloni, do Fratelli d'Italia, anunciar uma coalizão de direita para disputar o pleito tanto na Lombardia como em nível nacional.   

"Confirmo que não me candidatarei novamente. Uma decisão que tomei com plena autonomia, uma escolha pessoal, que compartilhei com Salvini e Berlusconi há algum tempo. Não vou me aposentar, mas estou naturalmente à disposição no futuro", disse aos jornalistas em coletiva nesta segunda.   

Para o atual governador, que encerrará seu mandato no dia do pleito, sua "única preocupação" no momento é que a coalizão também possa se manter unida no âmbito nacional e conquistar o governo nas eleições legislativas.   

Ele ainda fez críticas ao candidato a premier e chefe político do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Luigi di Maio, considerado por ele como principal rival na disputa nacional.   

"Conheço a responsabilidade de um governo e digo que há só uma preocupação: que pessoas como Di Maio possam assumi-lo, que é uma [Virginia] Raggi ao cubo", disse referindo-se à prefeita de Roma. Ele ainda ironizou, dizendo que se ele assumir o governo, a "Itália vai se tornar um 'spelacchio'". A menção refere-se à árvore de Natal da capital italiana, batizada ironicamente de "pelada" porque perdeu sua beleza e secou rapidamente em público, virando sinônimo de algo mal feito.   

Agora, há a disputa interna - especialmente entre Salvini e Berlusconi - para indicar quem será o candidato do grupo nas eleições.   

O anúncio da coalizão de direita ainda inclui um "quarto polo", ou seja, uma sigla que possa se unir aos três partidos para fazer maioria no Parlamento. Especula-se que essa "quarta perna" seja uma abertura para o Alternativa Popular (AP), do atual chanceler italiano, Angelino Alfano.   

Por conta de um racha dentro da sigla, Alfano anunciou que não concorrerá a um cargo no próximo pleito. De acordo com fontes internas, parte do partido quer apoiar a coalizão de Berlusconi e outra parte quer ficar ao lado do ex-premier Matteo Renzi, do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos