Bangladesh mantém proibição de casamento de rohingyas

BANGCOC, 9 JAN (ANSA) - A Suprema Corte de Bangladesh decidiu manter a lei que proíbe casamentos de rohingyas no país, seja entre membros da minoria em fuga do Myanmar, seja com cidadãos bangladeshianos.   

A lei está em vigor desde 2014, como uma tentativa de barrar a garantia de cidadania aos rohingyas. A medida voltou à tona após um caso que ocorreu em agosto do ano passado, no qual o bangladeshiano Shoaib Hossain Jewel se casou com Rafiza, mulher rohingya. Ambos fugiram da polícia. O pai de Jewel, Babul Hossain, havia solicitado a legitimidade da união e que seu filho não fosse preso, porém o Tribunal de Daca rejeitou o pedido. Portanto, sua família deverá arcar com uma multa de 100 mil taka (cerca de R$ 3 mil). A lei ainda prevê uma pena de sete anos de prisão para quem não respeitar a proibição.   

A etnia rohingya é minoria em Myanmar. Mais de 600 mil rohingyas estão em fuga, após uma onda e estupros e assassinatos por parte do Exército local. (ANSA)
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