Coreia do Norte enviará orquestra para Seul

PEQUIM, 15 JAN (ANSA) - A Coreia do Norte enviará uma orquestra de 140 pessoas para a Coreia do Sul durante os Jogos Olímpicos de Inverno de PyeongChang, que acontecerão entre 9 e 25 de fevereiro de 2018.   

A decisão foi tomada após um encontro de alto escalão nesta segunda-feira (15), na cidade fronteiriça de Panmunjom - essa foi a segunda reunião entre os dois países no âmbito da reaproximação iniciada nos primeiros dias do ano.   

Segundo o acordo, a Orquestra Samjiyon se apresentará na capital da Coreia do Sul, Seul, e em Gangneung, que receberá as provas sobre gelo dos Jogos de Inverno. Os músicos do conjunto se unirão aos cerca de 500 norte-coreanos que Pyongyang enviará às Olimpíadas, entre atletas, funcionários, jornalistas e torcedores.   

A "delegação artística" da Coreia do Norte incluirá 140 pessoas, sendo 80 da orquestra e 60 cantores e dançarinos. "O programa consistirá, muito provavelmente, em canções populares em linha com o tema da unificação e bem conhecidas no Norte e no Sul", disse Lee Woo-sung, negociador-chefe de Seul.   

A Samjiyon foi fundada no fim da última década e é conhecida pela apresentação de canções líricas tradicionais, normalmente em honra de convidados estrangeiros. Será a primeira "turnê" de um grupo do Norte no Sul desde 2002.   

"Acho que uma grande sinfonia pode suscitar entusiasmo. Deste modo, esperamos que as conversas avancem rapidamente, assim como as ajudas para que nossa trupe artística possa se exibir com sucesso", afirmou o negociador de Pyongyang Kwon Hyok-bong, também diretor do escritório artístico do Ministério da Cultura.   

"Vejamos o que acontecerá com a Coreia do Norte. Há discussões importantes em curso, muitas coisas podem ocorrer", declarou o presidente dos EUA, Donald Trump, que no ano passado protagonizara uma constante troca de ameaças com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.   

Nesta terça-feira (16), a cidade de Vancouver, no Canadá, sediará uma conferência internacional para discutir soluções para a crise na Península Coreana. O evento será presidido também pelos Estados Unidos e deve contar com as principais nações europeias, mas não terá a presença da Rússia, que qualifica o encontro como "destrutivo".   

A reaproximação entre Sul e Norte aconteceu após Kim Jong-un ter desejado "sucesso" na realização das Olimpíadas de PyeongChang em seu discurso de fim de ano. Em seguida, os países retomaram uma linha de comunicação bloqueada havia dois anos e concordaram em levar atletas de Pyongyang para os Jogos. (ANSA)
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