Bannon é intimado a depor contra Trump no 'caso Rússia'

WASHINGTON, 16 JAN (ANSA) - O ex-estrategista do governo Donald Trump, Steve Bannon, foi intimado pelo procurador-geral especial do caso "Russiagate", Robert Muller, a depor no grande júri que investiga a suposta interferência da Rússia nas eleições dos Estados Unidos em 2016.   

A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pelo jornal norte-americano "New York Times". O relato foi atribuído a uma fonte com conhecimento do processo. De acordo com a publicação, a intimação pode ser uma estratégia de negociação de Muller. "O conselheiro pode permitir que Bannon renuncie à aparição no grande júri caso ele concorde em colaborar com os investigadores em um ambiente menos formal que Washington", diz o texto.   

Caso ocorra a confirmação do depoimento, esta será a primeira vez que Muller convoca para depor uma pessoa tão próxima a Trump.   

Bannon foi ouvido nesta terça-feira (16) por membros do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes, que também investiga a interferência da Rússia nas eleições de 2016 e os vínculos entre a campanha de Trump e o Kremlin. A reunião foi de portas fechadas.   

Nos últimos meses, Mueller começou a intimar várias pessoas que trabalharam com o republicano. No entanto, no caso de Bannon, a intimação ocorre depois da publicação polêmica do livro "Fire and Fury: Inside Trump White House" ("Fogo e Fúria: Dentro da Casa Branca de Trump", em tradução livre), no qual o ex-estrategista considerava como "traição" uma reunião entre o filho mais velho do presidente, Donald Trump Jr., e uma advogada russa para obter informações comprometedoras sobre a democrata Hillary Clinton. (ANSA)
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