Parlamento da Itália aprova missão militar no Níger

ROMA, 17 JAN (ANSA) - A Câmara dos Deputados da Itália aprovou nesta quarta-feira (17) uma resolução do governo sobre a participação do país em missões militares internacionais em 2018, incluindo a do Níger.   

O texto, que já havia sido chancelado pelo Senado no fim de dezembro, foi aprovado por ampla maioria. Essa foi provavelmente a última votação da atual legislatura no Parlamento italiano, dissolvido no mês passado pelo presidente Sergio Mattarella.   

A resolução renova as missões já em curso no exterior, como aquelas no Iraque, no Afeganistão e no Kosovo, e autoriza novas operações. A mais importante é aquela no Níger, nação situada no Sahel, espécie de cinturão árido que separa a África Subsaariana, de onde parte a maioria dos migrantes forçados que têm a Itália como destino, da costa mediterrânea do continente.   

As tropas italianas, formadas por soldados realocados do Iraque e do Afeganistão, onde as missões serão reduzidas, darão treinamento para ajudar o Exército nigerino a controlar suas fronteiras e combater o terrorismo. A operação faz parte da estratégia de Roma contra a crise migratória no Mediterrâneo. Recentemente, a Itália abriu uma embaixada em Niamey, capital do Níger, e deu uma ajuda de 50 milhões de euros para reforçar as fronteiras do país, enquanto a União Europeia separou o mesmo valor para a criação de uma força conjunta de cinco nações do Sahel: Burkina Fasso, Chade, Mali e Mauritânia, além do Níger.   

A Itália trabalhará em conjunto com a França e as Nações Unidas (ONU), que já possuem contingentes em Niamey, e a operação envolverá até 470 militares. A base da missão ficará perto da fronteira com a Líbia, zona crucial para o tráfico de humanos. O custo será de 30 milhões de euros.   

"Aval da Câmara às missões internacionais. Do Afeganistão ao Iraque, do Líbano ao Kosovo, da Líbia ao Níger, forças armadas e a cooperação italiana trabalham pela paz e estabilidade, contra o terrorismo e o tráfico de seres humanos", celebrou no Twitter o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni. (ANSA)
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