Carioca é extraditada em decisão histórica no Brasil

SÃO PAULO, 19 JAN (ANSA) - A carioca Claudia Cristina Sobral Hoerig, 53 anos, foi extraditada e será julgada nos Estados Unidos após uma decisão histórica da Justiça brasileira. A mulher foi acusada por um homocídio qualificado e terá que comparecer a um tribunal do estado americano de Ohio nesta sexta-feira (19). No primeiro momento, ela irá ouvir a leitura das acusações, em uma audiência marcada para às 10h (hora local) no condado de Trumbull, sendo essa uma primeira etapa antes de seu julgamento.   


Claudia é acusada de assassinar seu marido, Karl Hoerig, ex-piloto da Força Àrea norte-americana, no dia 12 de março de 2007. A brasileira se tornou a primeira da história a ser extraditada para ser julgada no exterior. Ela chegou aos EUA em um avião fretado, com agentes da Interpol, na noite desta quarta-feira (17), por volta das 23h. A aeronave, que saiu de solo brasileiro sob forte esquema de segurança e sigilo, levava a carioca de volta para os Estados Unidos, país ao qual ela se naturalizou, e há 10 anos teria fugido após cometer o crime. A sua volta foi um marco para as relações internacionais brasileiras e deixou a possibilidade de que outros brasileiros que tenham a cidadania de outras nações possam enfrentar os mesmo processos que o dela. Claudia, nasceu no Rio de Janeiro, mas mudou-se para os Estados Unidos nos anos 1990. Se casou com um médico de Nova York, Thomas Bolte, e assim conseguiu o seu Green Card. Após nove anos se divorciou de Bolte, e começou o processo de naturalização como cidadã americana. Karl Hoerig e Claudia se conheceram pela internet e ficaram casados dois anos antes do assassinato. Karl participou das guerras do Afeganistão e do Iraque e, quando voltou para os EUA, trabalhou como piloto comercial. Eles se casaram em 2005, e foram morar em Newton Falls, um vilarejo na cidade de Ohio, onde o ex-piloto nasceu. O corpo foi encontrado no dia 15 de março em 2007, na casa deles, com marcas de balas nas costas e na cabeça. Um vizinho do casal teria presenciado Claudia saindo de casa com muita pressa.   


Ela, então, voltou para o Brasil no mesmo dia, fugindo e deixando para trás todos os seus pertences. A polícia de Ohio concluiu que os tiros teriam sido feitos por um revólver Smith e Wesson, calibre 357. A carioca entrou na lista de procurados e o estado norte-americano entrou com processo no Brasil para que ela fosse devolvida e julgada no território americano. O caso repercurtiu e várias manifestações foram publicadas nas redes socias, tanto por parentes como por amigos de profissão, em nome do ex-piloto, considerado um héroi nacional. Em 2013, o Ministério da Justiça oficializou a anulação e Claudia foi destituída da nacionalidade brasileira.   


O Supremo concordou com a extradição de Claudia desde que lhe fosse aplicada, a pena máxima de 30 anos de prisão, punição máxima prevista no Brasil. No momento, ela se encontra em uma cela no condado de Trumbull. (ANSA)
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