O 1º ano do governo Trump contado pelo Twitter (2)

SÃO PAULO, 19 JAN (ANSA) - Por Luciana Ribeiro - continuação...   

"Os Democratas do Senado só confirmaram 48 das 197 nomeações presidenciais. Eles não conseguem vencer então tudo que fazem é desacelerar as coisas e obstruir!" "Eventualmente, mas em uma data tardia para que possamos começar cedo, o México vai pagar, de alguma forma, pelo tão necessitado muro na fronteira".   

No entanto, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, já negou que irá tirar qualquer centavo de seu país para arcar com o custo. Em outubro, trabalhadores iniciaram a construção de protótipos do muro entre os dois países.   

Uma das mais controversas e criticadas decisões do governo Trump foi o afastamento repentino do diretor do FBI James Comey, em 09 de maio. Depois de demiti-lo, o magnata afirmou várias vezes que não estava sendo investigado no processo sobre a interferência Rússia nas eleições.   

Trump cometeu uma gafe e postou em sua conta que estava, sim, sendo investigado. O caso gerou comoção nacional nos Estados Unidos."Eu estou sendo investigado por demitir o diretor do FBI pelo homem que me disse para demitir o diretor do FBI! Caça às bruxas$escape.getQuote().Após diversas críticas por parte da imprensa de sua conduta e comportamento nas redes sociais, Trump fez questão de publicar um tuíte para dizer o que acha sobre seu hábito.   

"Meu uso de mídia social não é presidencial - é PRESIDENCIAL DOS TEMPOS MODERNOS. Faça a América Grande Novamente!" Além disso, ele aproveitou para fazer piada de um erro de digitação que ficou famoso: "Covfefe". Trump, sem querer, enviou um tweet mal digitado e a repercussão foi imediata, mesmo tendo sido apagado.   

"Quem consegue adivinhar o real significado de "covfefe" ??? Divirtam-se!" Durante este ano, Trump também não ficou calado com a expansão dos testes de mísseis intercontinentais da Coreia do Norte e as ameaças do ditador Kim Jong-il. Em abril, ele chegou a dizer que o país "estava procurando por problemas".   

"A Coreia do Norte está procurando por encrenca. Se a China decidir ajudar, seria ótimo. Se não, nós resolveremos o problema sem eles! E.U.A.", escreveu.Embora o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, venha tentando uma abordagem mais em torno do diálogo com os norte-coreanos, Trump clama por sanções econômicas e militares."A Coreia do Norte acabou de lançar outro míssil. Esse cara não tem nada melhor pra fazer com a vida dele?", tuitou.   

O presidente dos Estados Unidos chegou a comentar que as gestões do governo chinês para convencer a Coreia do Norte a mudar de rumo em relação a seu programa nuclear e de mísseis surtiu pouco efeito.Na mensagem, Trump ainda se referiu ao líder norte-coreano, Kim Jong Un, como "Homenzinho do Foguete".   

"O enviado chinês, que acaba de retornar da Coreia do Norte, parece não ter tido nenhum impacto sobre o Homenzinho do Foguete", escreveu.No que diz respeito aos confrontos violentos registrados durante uma marcha supremacista branca em Charlottesville, na Virgínia, Donald Trump condenou todas as ações que representam o ódio e pediu a união dos norte-americanos em um tuíte "vago".   

"Devemos estar todos unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência nos EUA. Vamos nos unir como um só", escreveu. Uma das últimas publicações mais polêmicas do republicano foi o compartilhamento de três vídeos antimulçamanos que originalmente foram postados por uma líder de um partido britânico de extrema-direita. A primeira-ministra britânica, Theresa May, repudiou a atitude do presidente norte-americano. Um dos vídeos mostra o que seria um grupo de militantes islâmicos matando um homem. O outro mostra um suposto imigrante muçulmano batendo num rapaz holandês de muletas. O terceiro vídeo mostra um homem que seria muçulmano destruindo uma imagem de Nossa Senhora. Em 2017, o uso corriqueiro dos tuítes pelo magnata foi uma questão que ganhou importância, principalmente devido a polêmica que as gigantes da tecnologia como Facebook, Google e Twitter se envolveram durante o ano pelo suposto envolvimento na operação russa de compra de anúncios para disseminar desinformação entre os eleitores na tentativa de influenciar a eleição presidencial dos Estados Unidos. (ANSA)
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