Papa se reúne com yazidis e pede defesa da minoria étnica

CIDADE DO VATICANO, 24 JAN (ANSA) - O papa Francisco se reuniu com um grupo de representantes da minoria étnica yazidi no Vaticano nesta quarta-feira (24) e cobrou que a comunidade internacional aja sobre a questão.   

"A comunidade internacional não pode ficar como espectadora muda e inerte perante o drama de vocês. Encorajo, portanto, as instituições e as pessoas de boa vontade pertencentes a outras comunidades para contribuir com a reconstrução de vossas casas e dos vossos locais de culto", disse ao grupo que, atualmente, está sob asilo político na Alemanha.   

A minoria religiosa yazidi existe há séculos no Oriente Médio e virou alvo de perseguição do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) durante o avanço dos jihadistas por territórios na Síria e no Iraque. Milhares deles foram assassinados, perseguidos e vítimas de tortura - sendo que as mulheres e jovens meninas eram vendidas como escravas sexuais ou estupradas.   

"Penso nos membros da sua comunidade que ainda estão nas mãos dos terroristas e desejo profundamente que se faça todo o possível para salvá-los - bem como reencontrar os desaparecidos e para dar identidade e um sepultamento digno àqueles que foram assassinados", disse ainda Jorge Mario Bergoglio.   

O líder católico pediu que todos ajam para que eles possam voltar "em condições idôneas" para suas casas para "poder preservar a identidade da comunidade yazidi".   

"O meu pensamento firme e as orações vão para as vítimas inocentes da insensata e desumana barbárie. É inaceitável que seres humanos sejam perseguidos e mortos por motivos de sua vertente religiosa. Cada pessoa tem o direito de professar livremente e sem imposições sua própria crença religiosa", ressaltou.   

"A vossa história é rica de espiritualidade e cultura e foi, infelizmente, obrigada a viver impronunciáveis violações dos direitos fundamentais da pessoa humana: sequestros, escravidão, tortura, conversões forçadas, assassinatos", acrescentou.   

"Os vossos santuários e locais de culto foram destruídos. Os mais sortudos puderam fugir, mas precisaram deixar tudo o que tinham, também as coisas mais queridas e santas. Em tantas partes do mundo há ainda minorias religiosas e étnicas, entre os quais os cristãos, perseguidas por conta da fé", concluiu.   

(ANSA)
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