Juízes formaram 'cartel' contra candidatura, ataca Lula

SÃO PAULO, 25 JAN (ANSA) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira (25) os juízes que o condenaram de formar um "cartel" para impedir sua candidatura à Presidência da República.   


A declaração foi dada em São Paulo, durante reunião da comissão executiva nacional do PT, que aprovou por aclamação a pré-candidatura do ex-mandatário ao Palácio do Planalto, apesar de ele ter sido condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.   


"Eles formaram um cartel para tomar uma decisão com o pretexto de evitar a possibilidade de que o PT tenha Lula como candidato a presidente da República", disse o líder petista, chamando seu julgamento de "briga política".   


"Eu não cometi nenhum crime, e eles sabem que condenaram um inocente nesse país. Eles estavam efetivamente tentando condenar uma parcela grande do povo brasileiro e temem a possibilidade de esse país voltar a ser respeitado e bem governado", acrescentou.   


A cúpula da executiva do PT reuniu parlamentares, governadores e expoentes do partido para rechaçar a hipótese de um "plano B" para as eleições de 2018. Com a condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Lula será enquadrado na Lei da Ficha Limpa e deve ter seu registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).   


No entanto, o PT já indicou que pretende judicializar a corrida pelo Palácio do Planalto. Outro risco que ameaça o ex-presidente é o de prisão. Quando o processo retornar para o juiz federal Sérgio Moro, ele poderá pedir a detenção imediata de Lula, mesmo que ainda caiba recurso em terceiro grau.   


O ex-mandatário foi condenado pelo TRF-4 a 12 anos e um mês de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de ter recebido um apartamento triplex no Guarujá (SP) como propina da empreiteira OAS. Ele nega ser proprietário do imóvel.   


A sentença foi dada por unanimidade e endureceu a pena que havia sido aplicada por Moro, de nove anos e seis meses de prisão.   


(ANSA)
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