Líder da Corte de Cassação alerta para feminicídio na Itália

ROMA, 26 JAN (ANSA) - Na abertura do ano judiciário na Itália, o presidente da Corte de Cassação, Giovanni Mammone, alertou para os "riscos sociais" que atingiram o país no último ano.   

Segundo o magistrado, os casos de feminicídio e de perseguição de "stalkers" contra mulheres bem como a ação de gangues de menores no sul da Itália devem receber atenção especial.   

"Notavelmente, é alarmante o fenômeno chamado feminicídio, que indica a persistente situação de vulnerabilidade das mulheres e de uma tendência de resolver a crise dos relacionamentos interpessoais através da violência", disse Mammone aos seus pares.   

Por sua vez, ele afirmou ainda é os casos de ataques de crianças e adolescentes contra os próprios cidadãos, como tem ocorrido desde o fim do ano passado em Nápoles, revela que "perante a multiplicação dos fenômenos de explosão incontrolada de agressividade mostra que a resposta exclusivamente repressiva é ineficaz".   

O presidente da Corte ainda destacou outro fenômeno preocupante, que deve ser visto ainda mais neste ano em que a Itália passa por eleições.   

"O abuso dos meios de comunicação e dos instrumentos de participação social colocados à disposição da Rede constituem um fenômeno crescente e preocupante. De um lado, viola-se o direito da coletividade de ser informada de maneira correta; do outro, são colocados em prática mecanismos de difusão social das notícias que podem causa, mesmo inconscientemente, danos a sujeitos terceiros", destacou.   

Pela primeira vez, a abertura solene do ano judiciário foi acompanhada por uma delegação que representava os estudantes italianos. (ANSA)
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