Premier húngaro propõe lei contra ONGs que ajudam imigrantes

BUDAPESTE, 14 FEV (ANSA) - O governo do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, apresentou um projeto de lei que estabelece restrições severas para ONGs que ajudam migrantes forçados.   

Batizado de "Stop Soros", em referência ao magnata húngaro George Soros, acusado pela extrema direita de financiar movimentos de esquerda pelo mundo, o plano prevê um imposto de 25% sobre recursos recebidos pelas entidades a partir do exterior.   

Além disso, o projeto estabelece um veto a atividades de organizações acusadas de serem "agentes estrangeiras". A medida faz parte da campanha de Orbán para as eleições parlamentares de 8 de abril, que têm seu partido como amplo favorito.   

O primeiro-ministro já declarou Soros como "inimigo público" do país e tenta inflamar a população contra o magnata, a quem acusa de querer favorecer a imigração muçulmana em massa. Budapeste também estuda sair das tratativas nas Nações Unidas para um acordo global sobre migração, que pode ser transformada em "direito humano".   

"Esse documento é inaceitável, uma vez que pede aos países signatários que abram suas fronteiras para migrantes e considera a imigração um fenômeno positivo, enquanto para nós é negativo e um risco para a segurança", afirmou o líder do governo Orbán no Parlamento, Gergely Gulyas.   

Desde a chegada da crise migratória à União Europeia, Budapeste vem se notabilizando pelas ações contra refugiados, incluindo o fechamento de suas fronteiras. A Hungria lidera o grupo Viségrad, que também inclui Eslováquia, Polônia e República Tcheca e faz oposição às nações abertamente pró-acolhimento, como Alemanha, França e Itália. (ANSA)
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