Igrejas criticam cobrança de impostos em Jerusalém

TEL AVIV, 15 FEV (ANSA) - O governo municipal de Jerusalém irritou as igrejas cristãs da cidade ao decidir cobrar impostos sobre suas atividades.   

Segundo o jornal "Ha Yom", o prefeito Nir Barkat decidiu mudar uma "velha política de anos" e iniciar a coleta de taxas municipais não apenas sobre as igrejas, mas também sobre a Organização das Nações Unidas (ONU).   

De acordo com chefes das igrejas cristãs na cidade, "a medida mina a santa natureza de Jerusalém e também a capacidade de conduzir seu ministério nesta terra em favor das comunidades e da igreja em todo o mundo".   

O governo estima uma arrecadação de 650 milhões de shekels, mas isso não se aplica a lugares de oração, que permanecem isentos de qualquer tipo de imposto. Os alvos da medida são as instituições pertencentes às igrejas e à ONU, alguma das quais desenvolvem atividades comerciais.   

Chefes das igrejas cristãs, incluindo o administrador apostólico do Patriarcado Latino, Pierbattista Pizzaballa, o representante da Santa Sé Francesco Patton e o patriarca grego-ortodoxo, Theophilos III, assinaram uma petição contra a taxa.   

"As autoridades civis sempre reconheceram e respeitaram a grande contribuição das igrejas, que investem bilhões na construção de escolas, hospitais e casas, em benefício de desfavorecidos na Terra Santa", dizem os chefes das igrejas.   

"Pedimos que o status quo sancionado pela santa história seja mantido e que a natureza da santa cidade de Jerusalém não seja violada", acrescentam. (ANSA)
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