Gentiloni e Merkel defendem 'nova fase' da União Europeia

BERLIM E ROMA, 16 FEV (ANSA) - A chanceler alemã, Angela Merkel, recebeu nesta sexta-feira (16) em Berlim o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, e destacou a "nova fase" que a União Europeia está vivendo.   

"Estamos em uma fase completamente nova. Também a Grécia fez progressos econômicos. Os países na União Europeia estão todos crescendo e o desemprego está diminuindo. O próprio Gentiloni explicou hoje a um jornal alemão como a situação italiana melhorou. Espero que não voltemos mais a fase anterior", disse Merkel aos jornalistas ao destacar o fim da crise econômica que atingiu a bloco desde 2008.   

Segundo a líder do governo alemão, a chamada "Troika", formada pelo Banco Central Europeu (BCE), pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Comissão Europeia, "sempre definiu as condições" econômicas no passado e foi uma "maneira de encontrar uma estrada em comum para representar os interesses dos alemães e permitir a solidariedade". "E assim será sempre no futuro", acrescentou".   

Por sua vez, o premier italiano destacou que "há uma fase de convergência econômica na Europa", que deve gerar oportunidades nos "próximos meses e nos próximos anos".   

Gentiloni ainda aproveitou o momento para destacar a atuação dos italianos na redução da crise migratória para a Europa - e foi elogiado por Merkel.   

"Graças ao nosso empenho, as redes de traficantes diminuíram a sua capacidade de recolher, diminuindo os desembarques, diminuindo os mortos no mar. E ainda foram aumentados os retornos voluntários assistidos na Líbia para os países de origem", destacou o primeiro-ministro.   

Já a líder alemã destacou que "houve um colaboração muito próxima com a Itália sobre os imigrantes" e que as atividades de Roma durante esse período "foram importantíssimas e significativas". "Quero te agradecer com todo o meu coração, caro Paolo", acrescentou Merkel.   

- Eleições: Durante a coletiva de imprensa, Gentiloni foi questionado sobre as eleições que serão realizadas na Itália, no dia 4 de março.   

"Depois do voto, será o presidente da República quem vai definir o rumo do país, mas a Itália terá um governo e acredito que será um governo estável", disse ainda Gentiloni. Segundo ele, "não há nenhum risco de que a Itália tenha um governo com posições populistas e anti-europeias".   

Defendendo seu partido, Gentiloni ressaltou que "o único pilar possível para uma coalizão estável de governo" seria com a permanência do Partido Democrático guiando "um grupo de centro-esquerda".   

Apesar de bastante disputada, segundo pesquisas eleitorais divulgadas hoje, o pleito de 4 de março deve ter vitória da centro-direita - que inclui o Força Itália de Silvio Berlusconi, o ultranacionalista Liga Norte e o Irmãos da Itália. No entanto, a coalizão de centro-esquerda, que conta com o PD, deve ser a segunda força política no Parlamento.   

Porém, por diversas vezes, Berlusconi afirmou que se seu bloco não conseguir eleger um premier, o país deve ir às urnas novamente "e manter Gentiloni" no cargo interino. Além disso, os levantamentos eleitorais mostram que o atual premier é o político "mais confiável" do país ao lado do presidente Sergio Mattarella. (ANSA)
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