Ex-assessor de Trump deve admitir culpa no 'caso Rússia'

WASHINGTON, 19 FEV (ANSA) - Mais um ex-assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se declarar culpado no inquérito que investiga supostas interferências da Rússia nas eleições de 2016.   

Segundo a imprensa local, Rick Gates aceitou testemunhar contra o ex-chefe de campanha do republicano, Paul Manafort, de quem era uma espécie de "vice", e acatará as acusações de fraude que pesam contra ele.   

Manafort e Gates foram indiciados por supostas ligações ilegais com representantes do governo russo. Os dois ex-assessores do presidente eram sócios e respondem por conspiração contra os EUA, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.   

De acordo com o procurador especial do "caso Rússia", Robert Mueller, eles teriam feito lobby para um partido ucraniano pró-Moscou. Manafort se diz inocente. O jornal "Los Angeles Times" publicou que Gates espera reduzir uma eventual condenação ao colaborar com os investigadores.   

Em dezembro passado, outro ex-assessor de Trump, Michael Flynn, que exerceu o cargo de conselheiro para Segurança Nacional no início de seu governo, se declarou culpado de ter mentido a agentes do FBI sobre sua relação com representantes russos.   

Flynn deu falso testemunho sobre contatos com o embaixador de Moscou em Washington, Sergey Kislyak, ocorridos em dezembro de 2016. Na época, divulgou-se que o ex-conselheiro estaria disposto até a testemunhar contra o presidente. (ANSA)
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