Especial/O que dizem as pesquisas para as eleições na Itália?

SÃO PAULO, 01 MAR (ANSA) - Um Parlamento fragmentado: esse deve ser o cenário após as eleições legislativas de 4 de março na Itália, ao menos de acordo com as pesquisas de intenção de voto.   

A legislação do país impede a divulgação de sondagens de opinião nos 15 dias anteriores à abertura das urnas, mas os últimos levantamentos, realizados em meados de fevereiro, são unânimes em apontar uma divisão do voto popular entre três forças rivais.   

Uma média dos resultados publicada em 16 de fevereiro pelo instituto YouTrend confirma a coalizão de centro-direita na liderança, com 36,8% da preferência. Essa cifra é composta pelo moderado Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, com 16,4%; pelos populistas Liga Norte, com 13,4%, e Irmãos da Itália (FDI), com 4,6%; e por outras listas menores, que somam 2,4%.   

Em seguida, aparece o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), que concorre sozinho, com 28,1% das intenções de voto. Já a centro-esquerda está na terceira posição, com 27,4%, em situação de empate técnico com o M5S. O maior capital eleitoral da aliança progressista é do Partido Democrático (PD), de Matteo Renzi, com 22,8%.   

Outras listas e legendas de centro-esquerda, como a Mais Europa, da ex-chanceler Emma Bonino, somam 4,6%. A coalizão de esquerda Livres e Iguais (LeU), formada por dissidentes do PD e que também disputa sozinha, tem 5,7% da preferência.   

No entanto, esses dados podem ser insuficientes para apontar quem vencerá as eleições devido ao complexo sistema eleitoral italiano, que estreará em 2018 um modelo misto inspirado na Alemanha.   

Dois terços dos senadores e deputados serão eleitos em votações proporcionais e por lista, ou seja, devem refletir a preferência partidária do eleitorado. No entanto, o um terço restante será escolhido em disputas distritais majoritárias, onde o vencedor será o mais votado em cada circunscrição.   

Geralmente, as pesquisas apontam apenas quais são os partidos mais populares entre os eleitores, mas esses números podem ser distorcidos em votações majoritárias, nas quais a figura do candidato pode se sobrepor à de sua legenda.   

Além disso, há agora uma cláusula de barreira de 3% para entrar no Parlamento, o que deixa muitos partidos sob risco de não eleger nenhum representante.   

Assentos - Alguns institutos tentaram simular o número de cadeiras que cada grupo terá na Câmara, com base em pesquisas proporcionais e para algumas disputas majoritárias. Os números variam bastante, mas são unânimes em dizer que ninguém terá a maioria (316 dos 630 deputados).   

A centro-direita, segundo esses levantamentos, deve obter entre 259 e 299 deputados, enquanto a centro-esquerda ficará com 135 a 175. Já a LeU teria entre 16 e 28, o que, no cenário mais positivo para o campo progressista, o faria ultrapassar os conservadores, embora sem maioria. Mas, para isso, LeU e PD precisariam resolver suas diferenças.   

Por sua vez, o M5S pode alcançar de 143 a 183 assentos na Câmara. O encargo de formar o novo governo será dado pelo presidente Sergio Mattarella, provavelmente, ao partido mais votado da coalizão vencedora. (ANSA)
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