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Internacional

Líderes catalães serão processados por rebelião

23/03/2018 13h10

MADRI, 23 MAR (ANSA) - O Tribunal Supremo da Espanha confirmou nesta sexta-feira (23) que 13 líderes catalães serão julgados por rebelião, fraude e desobediência ao Estado.   

De acordo com o juiz Pablo Llarena, os 13 políticos, entre eles o ex-presidente da região Carles Puigdemont, se tornaram réus por rebelião e podem pegar 30 anos de prisão.   

Além de Puigdemont, que está exilado em Bruxelas, na Bélgica, o ex-vice-presidente da Catalunha Oriol Junqueras, a ex-mandatária do Parlamento da região Carme Forcadell e o candidato único ao governo catalão, Jordi Turull, também serão processados por rebelião.   

Após a decisão do tribunal, Puigdemont afirmou que "está lutando contra um regime autoritário que não respeita as decisões do povo da Catalunha". Além disso, denunciou que a Espanha passa por uma "gravíssima anomalia democrática".   

Os líderes serão processados por conta de seus respectivos papéis desempenhados no processo de independência da Catalunha, que culminou em uma intervenção de Madri no governo e nas instituições da comunidade autônoma.   

A separatista Marta Rovira, por sua vez, anunciou que não responderá à convocação de Llarena e que escolheu "o caminho do exílio". Ela se junta a outros seis líderes da Catalunha que já estavam na Bélgica e na Suíça, incluindo Puigdemont. O ex-primeiro-ministro da Espanha Felipe González exigiu nesta sexta-feira que não haja mais prisões de líderes catalães e denunciou a "judicialização da política".   

Na última quinta-feira (22), um "racha" entre os partidos separatistas havia impedido a posse de Turull como novo presidente da comunidade autônoma, que segue sem conseguir formar um governo depois das eleições de dezembro. (ANSA)
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