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Pré-candidatos condenam ataque a caravana de Lula

28/03/2018 18h15

SÃO PAULO, 28 MAR (ANSA) - Diversos pré-candidatos à Presidência da República reagiram ao ataque a tiros contra os ônibus da caravana que transportava o ex-mandatário Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná.   


O próprio Lula afirmou não "se abalar" com o ocorrido. "Se pensam que com pedras e tiros vão abalar minha disposição de lutar, estão errados. No dia em que minha garganta não puder mais gritar, eu gritarei pela garganta de vocês", escreveu ele em seu Twitter.   


Sua colega de partido (PT), a ex-presidente Dilma Rousseff, lamentou o "atentado grave" cometido por "milicianos fascistas".   


Por sua vez, o mandatário Michel Temer criticou o incidente nas redes sociais e pediu união entre os cidadãos.   


"Lamento o que aconteceu com a caravana do ex-presidente Lula.   


Desde quando assumi o governo, venho dizendo que nós precisamos reunificar os brasileiros. Precisamos pacificar o país. Essa onda de violência, esse clima de 'uns contra outros', não pode continuar", escreveu.   


Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que é pré-candidato ao Planalto, afirmou que o ataque é um fato "gravíssimo". "Não apenas o ataque a tiros contra o ônibus, que foi o ponto final de alguns dias de absurdos, uma tentativa de inviabilizar a mobilização do ex-presidente", declarou.   


A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (Rede) "repudiou" os ataques a Lula e as ameaças ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. "Repudio veementemente as ameaças que vem sofrendo o ministro do STF, Edson Fachin, e sua família, e os tiros disparados contra a caravana do ex-presidente Lula. O uso da violência com motivações políticas é uma afronta ao regime democrático", salientou.   


Já o ex-governador do Ceará Ciro Gomes condenou o ataque e ainda pediu justiça pela morte da vereadora carioca Marielle Franco.   


"O ataque criminoso à caravana do ex-presidente Lula é absurdo e deve ser investigado com rigor. E repito a pergunta: quem matou Marielle?", disse.   


Por sua vez, o também presidenciável Guilherme Boulos (Psol) preferiu usar o Twitter. "Gravíssimo! Ônibus da caravana de Lula foi atingido agora por um tiro! Os fascistas ultrapassaram qualquer limite. Toda solidariedade a Lula contra as agressões.   


É um momento de unidade democrática e de resistência ativa. Com fascismo não se brinca", escreveu.   


Ainda no campo da esquerda, Manuela D'Ávila (PCdoB) também lamentou o ataque, em nome de seu partido. "O PCdoB repudia os atos de violência contra a caravana do ex-presidente Lula no sul do país ocorridos desde seu início", declarou em seu Twitter.   


"Nesta terça-feira (27), no interior no Paraná, assumiu a feição de atentado político, 'de emboscada', quando dois ônibus que transportavam jornalistas e convidados foram atingidos por balas", acrescentou.   


Por outro lado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse que o PT está "colhendo o que plantou", pois "sempre tentou dividir o Brasil". Pouco depois, o tucano mudou o tom e afirmou que o caso deve ser investigado. "Toda forma de violência tem que ser condenada. É papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT. E é papel de homens públicos pregar a paz e a união entre os brasileiros. O país está cansado da divisão e da convocação ao conflito", apontou. Para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), os petistas também "colhem os frutos" de seus atos. "Lula quis transformar o Brasil num galinheiro. Agora está colhendo os ovos", declarou. Além disso, escreveu em seu Twitter: "Tão ou mais grave que a corrupção institucionalizada pelo PT é a questão ideológica.   


Vitimizam-se e culpam terceiros pelos seus crimes. Brasil acima de tudo! Deus acima de todos!". (ANSA)
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