Em bênção de Páscoa, Papa pede 'harmonia' para Coreias

CIDADE DO VATICANO, 01 ABR (ANSA) - O papa Francisco pediu neste domingo (1º) "paz e reconciliação" para a Península da Coreia, que abrigará no fim de abril um encontro entre os líderes de Sul e Norte para tentar pavimentar a reaproximação dos dois países.   

A declaração foi dada durante a mensagem "Urbi et Orbi" ("À cidade de Roma e ao mundo"), que acontece sempre nos dias de Natal e Páscoa. Começando com a frase "Jesus renasceu dos mortos", o líder da Igreja Católica passou pelas principais crises políticas e humanitárias da atualidade, da Síria à Venezuela, e voltou a cobrar "responsabilidade" das lideranças políticas.   

Um dos temas abordados por Francisco foi a reaproximação entre as Coreias do Sul e do Norte, que voltaram a conversar no início de 2018, após um ano marcado por tensão e ameaças. "Imploramos frutos do diálogo para a Península Coreana, para que as conversas em curso promovam a harmonia e a pacificação na região", disse.   

No dia 27 de abril, o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, se reunirá com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Além disso, há a expectativa por um encontro entre Kim e o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, em maio.   

"Que aqueles que têm responsabilidade direta ajam com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança junto com a comunidade internacional", declarou o Papa.   

O Pontífice também fez apelos em defesa dos refugiados e deslocados externos, tema recorrente em seus discursos e particularmente sensível em uma Itália que resgatou quase 120 mil pessoas no Mar Mediterrâneo em 2017. A chegada em massa de migrantes forçados abriu fraturas na sociedade italiana e sustentou o crescimento dos partidos populistas que venceram as eleições de 4 de março e agora estão às portas do governo.   

Em sua mensagem, Jorge Bergoglio pediu que a ressurreição de Cristo leve "esperança e dignidade" para "nossa história, marcada por tantas injustiças e violência, para onde há miséria e exclusão, onde há fome e falta trabalho, em meio aos deslocados e refugiados, tantas vezes rejeitados pela atual cultura do descarte, e às vítimas no narcotráfico, do tráfico de humanos e da escravidão de nossos tempos".   

Falando em "extermínio em curso", o Papa ainda pediu "paz" para a "martirizada Síria", onde a população é acossada por uma "guerra que não vê fim", e "reconciliação" para a Terra Santa, onde 16 palestinos morreram na última sexta-feira (30), em Gaza, em conflitos com forças israelenses.   

"Invocamos frutos de reconciliação [...] para o Iêmen e todo o Oriente Médio, para que o diálogo e o respeito recíproco prevaleçam sobre as divisões e a violência. O Pontífice também citou a fome e os conflitos que assolam o continente africano, como o do Sudão do Sul. "Não esqueçamos das vítimas daquele conflito, sobretudo as crianças", reforçou.   

Já sobre a Venezuela, Bergoglio pediu "frutos de consolação" para um povo que "vive em terra estrangeira em seu próprio país". Além disso, ele desejou que a Páscoa leve "frutos de vida nova" para as crianças que, por causa de guerras e da fome, "crescem sem esperança, privadas de educação e saúde", e aos idosos", descartados por uma cultura egoísta que coloca de lado quem não é produtivo". (ANSA)
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