Israel e ONU fazem acordo para transferir imigrantes

ROMA, 2 ABR (ANSA) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta segunda-feira (2) a anulação de um projeto de expulsão de imigrantes africanos e firmou um acordo com a Organização das Nações Unidas para transferir uma parte para países ocidentais, incluindo a Itália. Segundo o tratado, Canadá, Alemanha e Itália vão receber uma parte dos imigrantes, originários da Eritreia e do Sudão, que terão que deixar Israel nos próximos cinco anos. O restante será transferido para outros países. O acordo alcançado nesta segunda envolveu um total de 16.250 imigrantes africados, dos quais 6 mil precisam ser transferidos já no primeiro ano. Outros 16 mil terão que sua permanência formalizada pelo premier.   

Netanyahu não detalhou como a ação será realizada e quais os outros países que irão participar da parceria. "O acordo permitirá a saída de um maior número de imigrantes de Israel sob patrocínio da ONU", diz em comunicado.   

Os governos canadense, alemão e italiano ainda não se pronunciaram perante ao caso.   

Recentemente, Israel divulgou um plano de deportação que afetava 32 mil imigrantes africanos, mas foi vetado neste mês pelo Supremo Tribunal do país, que determinou o impedimento da expulsão de qualquer pessoa que se negasse a sair de maneira voluntária. Além disso, o programa autorizava a prisão de solicitantes de asilo de maneira indefinida. (ANSA)
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