Di Maio abre a governo com Liga ou PD, mas exclui Berlusconi

ROMA, 03 ABR (ANSA) - O líder do Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, apresentou um "contrato de governo" e convidou a Liga, de extrema direita, ou o Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, a subscrevê-lo.   

A iniciativa chega na véspera do início das consultas com o presidente Sergio Mattarella para a formação do novo governo da Itália e é voltada às únicas legendas que podem garantir ao M5S a maioria no Parlamento.   

O movimento antissistema possui 34% das cadeiras no Senado e 35% na Câmara, enquanto o PD tem, respectivamente, 16% e 17%, e a Liga, 18% e 19%. No entanto, o M5S excluiu qualquer hipótese de se aliar ao Força Itália (FI), de Silvio Berlusconi, que forma uma coalizão de direita com o partido ultranacionalista de Matteo Salvini.   

Além disso, o movimento não abre mão de indicar Di Maio para o cargo de primeiro-ministro, o que pode dificultar um acordo com a Liga, já que o posto também é pleiteado por Salvini. O secretário do partido de extrema direita teria mais chances de assumir o governo no âmbito da aliança conservadora, que detém 42% do Parlamento.   

"Diferentemente dos 5 Estrelas, a Liga exclui qualquer aliança de governo com o PD, rechaçado pelos italianos. A coalizão que teve mais votos é a da centro-direita, e daqui vamos partir, dialogando inclusive com os 5 Estrelas, mas sem aceitar vetos ou imposições", afirmou Salvini no Facebook.   

Por outro lado, o PD tem se mostrado reticente quanto a uma coalizão com o M5S e promete ficar na oposição. "O PD, coerentemente com as decisões assumidas por seu diretório, dirá ao presidente Mattarella que não está disponível a qualquer governo que tenha Di Maio ou Salvini como premier", declarou o líder do partido no Senado, Andrea Marcucci.   

Caso não haja acordo, o presidente da República pode ser forçado a convocar novas eleições, provavelmente para o outono europeu.   

Enquanto isso, Paolo Gentiloni, do PD, continuará no cargo de primeiro-ministro, mas cuidando apenas de assuntos do dia a dia do governo.   

As consultas com Mattarella começarão nesta quarta-feira (4) e irão até a próxima quinta (5). (ANSA)
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