Em 2º dia de consultas, Berlusconi apoia centro-direita

ROMA, 5 ABR (ANSA) - No segundo dia de consultas com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, o ex-primeiro-ministro e líder do partido de centro-direita Força Itália (FI), Silvio Berlusconi, afirmou que o próximo governo do país deve ser liderado por um bloco conservador.   

"Este governo não pode começar a não ser que seja com a aliança de quem ganhou aa eleição, a centro-direita, e com o líder da força política mais votada nesta aliança, a Liga", afirmou Berlusconi após se reunir com o chefe de Estado italiano.   

O ex-premier italiano destacou a necessidade de figuras de "alto perfil" e disse não para os governos "feitos de pauperismo, justicialismo e populismo".   

Nesta quinta-feira(5), Mattarella recebe, nesta ordem, os representantes do Partido Democrático (PD), do FI, da Liga e do Movimento 5 Estrelas (M5S). Apenas depois dessa etapa o presidente deve definir o primeiro-ministro encarregado, que será aquele que demonstrar capacidade de construir uma maioria parlamentar. O resultado da eleição, ocorrida no dia 4 de março, não garantiu um cenário estável para a Itália. A coalizão de direita obteve a maioria dos votos, com 37%, sendo o M5S o maior votado com 32%.   

"Estamos disponíveis com presenças de alto nível para soluções sérias e credíveis a nível europeu, e estamos prontos para falar sobre isso". "Precisamos de um governo", ressaltou Berlusconi, ao abordar as urgências do país.   

O secretário da Liga, Matteo Salvini, por sua vez, propôs a hipótese de um governo de centro-direita com o envolvimento do FI. "Trabalhamos para um governo que funcione pelo menos cinco anos. Começando com quem ganhou as eleições e com números na mão envolvendo o Cinco Estrelas", disse.   

O Partido Democrático foi o primeiro a ser recebido por Mattarella. O secretário Maurizio Martina reiterou sua posição.   

"O resultado eleitoral para nós foi negativo. Não nos permitem formular hipótese de governo que nos dizem respeito. Quem ganhou as eleições deve assumir a responsabilidade de governar".   

Por causa de alguns vetos apresentados pelas partes, há relatos de que as negociações não chegarão a um acordo, sendo uma possível segunda rodada de consultas que pode acontecer na próxima quarta-feira (11).   

Ontem (4), o chfe de Estado recebeu no Palácio do Quirinale, em Roma, os presidentes do Senado, Maria Elisabetta Casellati, e da Câmara dos Deputados, Roberto Fico, e os líderes dos grupos 'mistos", que reúnem as legendas menores, e das siglar que representam as minorias linguísticas do país. No entanto, as negociações para a formação do novo governo mantiveram um impasse para definir o novo premier do país. (ANSA)
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