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China rebate Trump e diz que vai 'contra-atacar' sobretaxas

06/04/2018 09h47

PEQUIM, 6 ABR (ANSA) - O Ministério do Comércio da China afirmou nesta sexta-feira (6) que vai "contra-atacar" todas as medidas tarifárias impostas pelo governo dos Estados Unidos ressaltando que tudo faz parte de uma "provocação" do presidente Donald Trump.   

"Se os Estados Unidos persistirem no seu comportamento de unilateralismo e protecionismo comercial, ignorando a oposição da China e da comunidade internacional, a China vai continuar até o final a qualquer preço e contra-atacará contundentemente", garantiu a pasta, através de um comunicado.   

De acordo com um porta-voz do Ministério, a China não apenas ouvirá, mas também "vai olhar para as ações de administração norte-americana. A luta foi iniciada pelos Estados Unidos como provocação".   

A declaração foi dada um dia depois de Trump anunciar que está estudando impor US$100 bilhões em tarifas sobre a China, adicionais aos US$50 bilhões já anunciados a mais de 100 produtos chineses. A medida foi uma resposta às tarifas impostas por Pequim ao governo dos EUA após a sobretaxa do aço e alumínio.   

"Não queremos uma guerra comercial, mas não tememos ela", acrescentou o governo chinês.   

Trump, por sua vez, reafirmou hoje que não está protagonizando uma guerra comercial com a China. Em um publicação no Twitter, o republicano também comentou que, apesar das tarifas sobre o alumínio, os preços do metal recuaram.   

"Nós não estamos em uma guerra comercial com a China, a qual a guerra já foi perdida há muitos anos pelos tolos ou incompetentes, pessoas que representavam os EUA. Agora temos um déficit comercial de US$500 bilhões por ano, com roubo de propriedade intelectual de outros US$300 bilhões. Nós não podemos deixar isso continuar", disse. Em um outro tuíte, o magnata ressaltou que, mesmo com a sobretaxa ao alumínio, os preços desse metal registraram um recuo de 4%. "As pessoas estão surpresas, eu não! Muito dinheiro está entrando nos cofres dos EUA e empregos, empregos, empregos!", escreveu. (ANSA)
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