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Direita italiana tenta mostrar união para enfrentar M5S

06/04/2018 20h46

ROMA, 06 ABR (ANSA) - Em resposta aos avanços do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S) para dividi-la, a coalizão conservadora, vencedora das eleições legislativas de 4 de março, decidiu se apresentar unida na próxima rodada de consultas com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, prevista para a semana que vem.   

Nas negociações dos dias 4 e 5 de abril, Matteo Salvini (Liga), Silvio Berlusconi (Força Itália) e Giorgia Meloni (Irmãos da Itália) subiram isoladamente à sede da Presidência da República.   

Enquanto isso, o M5S tentava convencer a Liga a abandonar a aliança para aderir a seu projeto de governo.   

"Nas próximas consultas, a centro-direita se apresentará unida, com Matteo Salvini, Giorgia Meloni e Silvio Berlusconi", diz uma nota do ex-primeiro-ministro, que foi vetado pelo Movimento 5 Estrelas em uma possível coligação para garantir maioria no Parlamento.   

A demonstração de união foi pedida por Salvini, que defende que o único governo possível seria entre a direita e o M5S. A aliança conservadora conquistou 42% do Parlamento nas eleições e, como a Liga foi a mais votada dentro da coalizão, Salvini seria o primeiro-ministro neste cenário.   

No entanto, o Movimento 5 Estrelas, com 35% dos assentos na Câmara e no Senado, tenta atrair apenas a Liga e seus 19%, já que não abre mão de colocar seu líder, Luigi Di Maio, no comando do governo.   

Expoentes do M5S ouvidos pela ANSA não gostaram da postura do secretário da Liga e afirmaram que ele deve escolher entre a "mudança" ou "levar a Itália para trás com Berlusconi". A primeira rodada de consultas com Mattarella não possibilitou nenhum acordo, e o presidente decidiu estender as negociações para tentar resolver o impasse. (ANSA)
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