Rússia chama ataque químico na Síria de 'notícia falsa'

NOVA YORK, 09 ABR (ANSA) - Em reunião de emergência no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), a Rússia chamou de "notícias falsas" os relatos de um ataque químico em Duma, cidade de Ghouta Oriental que abriga focos de resistência rebelde na Síria.   

Segundo o embaixador de Moscou na ONU, Vassily Nebenzia, o caso foi montado para tirar a atenção do envenenamento do ex-espião russo Serghei Skripal, ocorrido em Salisbury, no Reino Unido.   

Londres culpa a Rússia pela tentativa de homicídio, mas o Kremlin nega.   

Além disso, Moscou pediu que especialistas da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) viajem imediatamente para o local do suposto ataque para investigar a denúncia. "Nenhum residente confirmou o ataque químico em Duma, não há notícias nos hospitais sobre ataque químico e não foi encontrado nenhum corpo contaminado", acrescentou Nebenzia.   

O embaixador também acusou os Estados Unidos, o Reino Unido e a França de realizarem uma campanha de "confronto" em relação à Rússia e à Síria. Por sua vez, a representante dos EUA na ONU, Nikki Haley, afirmou que o Conselho de Segurança deve "proteger o povo sírio" e garantir que a "Justiça seja feita".   

"Muitos acusaram o governo sírio, enquanto outros, inclusive a Síria, rechaçaram a denúncia, chamando-a de provocação. Essa é mais uma razão para conduzir um inquérito independente", destacou o enviado especial das Nações Unidas para a Síria, o italiano Staffan de Mistura. Ele participou da reunião de emergência por videoconferência.   

O episódio acontece em um momento em que Bashar al Assad quase conseguiu retomar o controle total de Ghouta Oriental, restando apenas poucos focos de resistência. Em abril de 2017, outro ataque químico atribuído a Damasco já havia feito os Estados Unidos bombardearem uma base militar síria, sob protestos da Rússia.   

A ação em Duma deixou cerca de 100 mortos e foi denunciada pelos White Helmets (Capacetes Brancos), ONG de defesa civil que atua em áreas controladas por rebeldes. Segundo Damasco, foi uma armação do grupo radical Jaysh al Islam, apoiado pela Arábia Saudita. (ANSA)
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