Opaq enviará equipe para investigar ataque químico na Síria

BEIRUT, 10 ABR (ANSA) - A Organização para Proibição das Armas Químicas (Opaq) anunciou hoje (10) que vai enviar "em breve" à Síria uma equipe para investigar o suposto ataque químico em Duma.   

A decisão foi tomada após o Ministério das Relações Exteriores "mandar um convite formal à Opaq", que pediu à República árabe síria que faça os ajustes necessários para esse deslocamento", informou a agência. Mais cedo, os Estados Unidos pediu ao Conselho de Segurança da ONU para se pronunciar até às 15h (horário local) sobre os projetos rivais do governo de Donald Trump e da Rússia.   

Segundo fontes diplomáticas, Moscou apresentou duas propostas sobre o uso de armas químicas na Síria, enquanto Washington fez o seu próprio projeto.   

Ontem (9), o Conselho de Segurança se reuniu para analisar as denúncias, mas não chegou a um acordo. A Rússia negou ter havido um ataque químico em Duma, e os Estados Unidos ameaçaram responder ao incidente com ou sem o apoio da ONU.   

Além disso, Trump prometeu tomar decisões "importantes" em um prazo de 24 a 48 horas em resposta ao suposto ataque, que deixou cerca de 100 mortos. Inclusive, nesta terça, o republicano cancelou sua participação da Cúpula das Américas, em Lima, no Peru, no próximo fim de semana, para acompanhar a situação. No ano passado, o magnata norte-americano ordenou o lançamento de dezenas de mísseis contra a base aérea síria da Al Shayrat, em Homns, como represália pelo ataque químico na cidade de Khan Shaykhun, onde morreram mais de 80 pessoas. Na ocasião, a ONU responsabilizou o governo de Damasco pelo atentado.   

Hoje, o secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenou o uso de armas químicas contra a população civil e afirmou que as denúncias contra a Síria devem ser investigadas de maneira imparcial por se tratar de uma violação do direito internacional. Tensão EUA x Rússia A tensão entre os dois países aumentou drasticamente depois do suposto ataque químico em Duma, atribuído ao regime de Damasco.   

Segundo a imprensa local, alguns jatos russos teriam sobrevoados abaixo do normal fazendo manobras perto do navio de guerra dos Estados Unidos, o Donald Cook, enquanto se aproximava das águas territoriais sírias. A embarcação norte-americana deixou o porto cipriota de Larnaca, onde estava ancorado para se aproximar das águas territoriais sírias, informou o jornal turco "Hurriyet".   

De acordo com a publicação, os caças voaram quatro vezes abaixo da altitude. Até o momento, não há confirmação oficial dos militares dos EUA. No entanto, o jornal diz que o navio de guerra teria chegado a cerca de 100 km do porto sírio de Tartus, onde existe uma base da marinha russa.   

"Não acredito que haja risco de conflito armado entre a Rússia, os Estados Unidos e na Síria", ressaltou Mikhail Bogdanov, vice-ministro das Relações Exteriores e enviado especial de Putin no Oriente Médio, à agência Tass.   

"No final, o senso comum deve prevalecer sobre a loucura", acrescentou. (ANSA)
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