China é o país que mais executou prisioneiros, diz Anistia

ROMA, 12 ABR (ANSA) - Um levantamento realizado pela ONG Anistia Internacional e divulgado nesta quinta-feira (12) mostrou que a China foi o país que mais aplicou penas de morte no mundo em 2017.   

Segundo o relatório, no entanto, não é possível afirmar o número exato de prisioneiros executados na nação asiática, já que os dados são mantidos sob sigilo pelo Estado.   

De acordo com o levantamento, foram realizadas 993 execuções em todo o mundo em 2017, número que exclui "as milhares de mortes que acredita-se que tenham ocorrido na China".   

84% das penas capitais documentadas ocorreram na Arábia Saudita, no Irã, no Iraque e no Paquistão. Além disso, o relatório afirmou que algumas nações voltaram a condenar pessoas à morte, como Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Jordânia.   

Mesmo que o número de mortes seja elevado, a pesquisa apontou que houve uma queda de 4% em relação a 2016. Porém os registros são bem inferiores aos de 2015, ano em que a Anistia Internacional contabilizou 1.634 execuções, maior cifra desde 1989.   

No Irã, por exemplo, o número caiu 11%. Já no Paquistão, houve redução de 31%. "Estes importantes avanços confirmam que o mundo chegou a um ponto de virada e que a abolição desta punição totalmente desumana e degradante está ao nosso alcance", disse o secretário-geral da ONU, António Guterres.(ANSA)
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