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Com só 3 mulheres, Cannes divulga candidatos à Palma de Ouro

12/04/2018 09h47

PARIS, 12 ABR (ANSA) - Dois filmes italianos estarão na disputa pela Palma de Ouro na edição de 2018 do Festival de Cannes, que acontecerá entre os dias 8 e 19 de maio, na França.   


Os representantes de um dos países europeus de maior tradição no cinema serão "Lazzaro Felice", de Alice Rohrwacher, e "Dogman", de Matteo Garrone, diretor de "Gomorra". Já "Loro", filme de Paolo Sorrentino sobre Silvio Berlusconi, não foi incluído na competição oficial.   


A lista de concorrentes à Palma de Ouro ainda tem: "Todos lo Saben", de Asghar Farhadi, longa de abertura do festival; "At War", de Stéphane Brizé; "Le Livre d'Image", de Jean-Luc Godard; "Netemo Sametemo", de Ryusuke Hamaguchi; "Sorry Angel", de Christophe Honoré; "Girls of the Sun", de Eva Husson; "Ash is Purest White", de Jia Zhangke; "Shoplifters", de Kore-Eda Hirokazu; "Capernaum", de Nadine Labaki; "Buh-Ning", de Lee Chang-Dong; "BlacKkKlansman", de Spike Lee; "Under the Silver Lake", de David Robert Mitchell; "Three Faces", de Jafar Panahi; "Zimna Wojna", de Pawel Pawlikowski; "Yomeddine", de A.B.   


Shawky; e "Leto", de Kirill Serebrennikov.   


Entre os italianos, "Lazzaro Felice" conta a história de amizade entre dois jovens camponeses. Esse é o terceiro longa de Alice Rohrwacher e o terceiro que é incluído na seleção oficial do Festival de Cannes. Um deles, "Le Meraviglie", venceu o Prêmio Especial do Júri em 2014.   


Já "Dogman", de Garrone, é inspirado em um célebre caso da crônica policial de Roma dos anos 1980. Sobre "Loro", o diretor de Cannes, Thierry Frémaux, afirmou que a natureza do filme, dividido em duas partes, fez os organizadores hesitarem sobre a forma como ele pode ser exibido. "As discussões ainda estão em curso", afirmou.   


Já o Brasil não foi incluído na competição pela Palma de Ouro nem na mostra "Un Certain Regard" ("Um Certo Olhar", em tradução livre), mas o festival fará uma sessão especial de "O Grande Circo Místico", de Cacá Diegues.   


Outro ponto que chamou atenção é a escassez de mulheres na categoria principal: apenas três entre 18 cineastas. "Os filmes são escolhidos por suas qualidades intrínsecas, não com base em discriminação de gênero, mesmo que positiva", minimizou Frémaux.   


(ANSA)
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