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Pompeo defenderá diplomacia como secretário de Estado dos EUA

12/04/2018 20h57

WASHINGTON, 12 ABR (ANSA) - O nomeado a secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou, nesta quinta-feira (12) durante uma audiência no Comitê das Relações Exteriores do Senado, que vai priorizar o uso da diplomacia para garantir "as políticas" do presidente Donald Trump.   

Perante ao Senado dos Estados Unidos, que deve sugerir sua confirmação no cargo, o atual diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) disse que tem a "intenção de trabalhar para conseguir as políticas do presidente com diplomacia, ao invés de enviar os jovens à guerra".   

"Há uma grande diferença entre a presença militar e a guerra. A guerra é sempre o último recurso", explicou.   

Segundo Pompeo, sua ideia é "reparar" o acordo multinacional com o Irã pelo programa nuclear e não eliminá-lo. "Não vi evidências de que o país não esteja cumprindo com sua parte".   

Além disso, sobre a tensão entre a Coreia do Norte e EUA em decorrência do programa nuclear e testes de mísseis do ditador Kim Jong-un, o diretor da CIA ressaltou que esta é a tarefa diplomática mais importante para ser resolvida, uma "ameaça de décadas".   

A "guerra comercial" com a China também foi uma das questões que Pompeo precisou responder no interrogatório. "A China continua seus esforços acertados e coordenados para competir com os EUA em termos diplomáticos, militares e econômicos".   

Durante a audiência, o novo secretário de Estado ainda afirmou que vai lutar para impedir que Trump reconheça a decisão da Crimeia pela reunificação com a Rússia, além de ressaltar que o governo de Vladimir Putin é uma ameaça aos norte-americanos.   

A "Rússia continua a agir de forma agressiva, ajudada por anos por uma política fraca de nossa parte. Agora terminou".   

"As ações desta administração deixou claro que a estratégia para a segurança nacional de Trump, precisamente, identificou a Rússia como uma ameaça ao nosso país", acrescentou Pompeo.   

"Nós impusemos duras sanções e expulsamos mais diplomatas e agentes secretos russos dos Estados Unidos do que em qualquer outro momento desde o começo da Guerra Fria, estamos armando homens e mulheres jovens que resistem ao expansionismo russo na Ucrânia e na Geórgia", finalizou.   

No último mês de março, o presidente dos Estados Unidos demitiu o secretário de Estado Rex Tillerson e indicou Pompeo para assumir o cargo. No entanto, ainda é necessário a confirmação pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado. Pompeo era diretor da CIA desde 23 de janeiro de 2017.   

Anteriormente, ele fora deputado federal representando o estado de Kansas. (ANSA)
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