Presidente da Itália tem 'dura' missão de formar governo

ROMA, 13 ABR (ANSA) - Chegou ao fim na manhã desta sexta-feira (13) a segunda rodada de consultas dos partidos com o presidente da Itália, Sergio Mattarella, para a formação do novo governo, sem um acordo entre as partes.   

Segundo o presidente da Itália, é necessário aguardar alguns dias para avaliar a situação e assim conseguir soluções para quebrar o impasse. Mattarella afirmou que o confronto com os partidos não teve progresso. Mas é preciso que a Itália tenha um governo, que deve ser totalmente funcional. "A partir do progresso das consultas nos últimos dias, fica claro o confronto entre partidos políticos para dar vida ao Parlamento a uma maioria que apoia um governo", disse.   

Nesta manhã, o chefe de Estado se reuniu com os principais cargos institucionais, inclusive com os presidentes do Senado e da Câmera da Itália, Maria Elisabetta Casellati e Roberto Fico, respectivamente, e o ex-presidente italiano Giorgio Napolitano.   

"Como representantes institucionais estamos todos ao lado do presidente Mattarella na busca de soluções. A tarefa dele é extremamente difícil", disse Napolitano.   

Ontem (12), Mattarella recebeu os líderes de todos os partidos representados no Parlamento, incluindo a coalizão de direita e o antissistema Movimento 5 Estrelas(M5S), que disputam o direito a governar o país.   

No entanto, o M5S pediu para o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi se afastar para permitir a formação do governo. Ele integra a coalizão vencedora nas eleições de 4 de março, liderada pela ultranacionalista Liga, que é cortejada pelo M5S.   

"Ninguém pode me dizer o que tenho que fazer: sou um líder político com um programa e tenho o direito de dar o primeiro passo. Ninguém pode me dizer 'sim' ou 'não': na democracia isso é uma coisa inaceitável", indagou Berlusconi.   

O líder do M5S, Luigi Di Maio, quer atrair apenas a Liga de Matteo Salvini, porque só assim seria indicado ao cargo de primeiro-ministro, já que tem 34% dos assentos no Parlamento.   

Por outro lado, Salvini só terá chances de se tornar premier se ficar na coalizão de direita. "Nada mudou. Estou mais focado em substância, do que a forma. Estamos prontos. Claro, há dois vetos opostos de M5S e Força Itália. Peço a todos que sejam responsáveis. Se isso continuar, se eles continuarem a discussão, os italianos ficarão cansados, eu fico cansado e em um mês retornaremos às urnas", disse Salvini.(ANSA)
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