Rumores sobre morte de general deixam Líbia em alerta

CAIRO, 13 ABR (ANSA) - A Líbia foi chacoalhada nesta sexta-feira (13) com rumores sobre a morte do general Khalifa Haftar, 75 anos, que controla boa parte do leste do país e é chamado pela imprensa local de "senhor da guerra".   

No entanto, a falta de confirmações oficiais e as informações desencontradas publicadas pela mídia líbia deixaram os cidadãos em estado de espera sobre um acontecimento que poderia ditar os rumos da nação.   

A notícia da morte de Haftar foi divulgada primeiramente pelo site "The Libya Observer" e depois referendada pelo "Libya Express", que acrescentou ainda que o falecimento ocorrera em Paris. No entanto, poucos minutos depois, o "Libya Observer", sem dar explicações, mudou sua versão e disse que o general havia sofrido um derrame e estava internado na Jordânia.   

O suspense aumentou quando a missão das Nações Unidas na Líbia, a Unsmil, publicou no Twitter que havia entrado em contato com Haftar via telefone para "discutir a situação do país", mas sem especificar o horário.   

Haftar é um dos principais personagens da Líbia pós-Kadafi e controla territórios no leste do país, tendo como "capital" a cidade de Tobruk. O general não reconhece o governo de união nacional chefiado por Fayez al Sarraj e baseado em Trípoli - este último é aceito pela ONU.   

Em julho passado, Haftar e Sarraj assinaram uma trégua e um acordo para promover eleições no primeiro semestre de 2018, mas o pacto está longe de virar realidade. O general comanda um conjunto de milícias chamado Exército Nacional Líbio, que hoje é a principal força armada do país, e lidera as forças contrárias ao Islã político.   

A morte de Haftar, caso confirmada, pode levar à fragmentação da coalizão de forças que ele criou e para a qual não apontou nenhum sucessor, agravando o cenário de guerra civil na Líbia. O general contava com o apoio do Egito e dos Emirados Árabes e tinha diversos poços de petróleo sob seu controle.   

Ex-aliado de Kadafi, Haftar ajudou o futuro ditador a derrubar o rei Idris, em 1969, mas rompeu com o coronel em 1987, após ter sido capturado no Chade. De lá, guiou, com o apoio da CIA, um fracassado golpe contra Kadafi. Por duas décadas, viveu como exilado nos Estados Unidos e ganhou cidadania norte-americana.   

(ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Receba por e-mail as principais notícias sem pagar nada.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos