Alitalia completa 70 anos no Brasil com metas ambiciosas (2)

SÃO PAULO, 16 ABR (ANSA) - ANSA: A situação atual do mercado brasileiro é capaz de absorver esse crescimento que a Alitalia pretende ter em 2018? Antunes: Acreditamos que sim. Entre 2016 e 2017, no momento em que a economia brasileira estava mais combalida, houve uma redução de oferta aérea internacional na ordem de 25%. Ou seja, a cada quatro voos, um sumiu do mapa. Isso reduziu muito a flexibilidade, a capacidade, a oferta, e os preços também. Foi a partir daí que a Alitalia começou o movimento inverso, investindo no momento adequado, aproveitando que a economia estava se recuperando.   

ANSA: Vocês pensam em abrir novas rotas para a Itália, como Milão, por exemplo? Antunes: Nosso hub é o aeroporto de Roma Fiumicino e de lá operamos para vários destinos. De acordo com o horário de chegada dos voos, a gente consegue transportar o passageiro para mais de 70 destinos no mundo todo, além dos outros 26 que a gente tem na Itália. Assim, os passageiros brasileiros, ao chegarem em Fiumicino, através de nossas conexões rápidas no hub da Alitalia, podem viajar para Milão Linate, o aeroporto central de Milão, de maneira muito mais rápida. O aeroporto de Fiumicino foi totalmente modernizado e acabou de ganhar prêmios internacionais que atestam suas capacidades. Lançamos também um programa chamado Stop Over Roma, onde damos a possibilidade de passageiros que seguem para outros destinos terem descontos especiais em hotel e tarifas totalmente despenalizadas, sem precisar pagar mais para ficar uns dias em Roma. É uma iniciativa conjunta da Alitalia com a Associação de hotéis de Roma, a Federalberghi Roma, além da Unindustria e do Rome Airport, com o patrocínio do Município de Roma, e a receptividade tem sido enorme.   

ANSA: A Alitalia prepara alguma campanha para celebrar esses 70 anos no Brasil? Antunes: Vamos fazer algumas atividades com nosso principal canal de distribuição, que são os agentes de viagens. A gente vai visitar todas as principais agências de viagens e lançar uma campanha de prêmios e brindes para os principais vendedores.   

ANSA: Como a administração extraordinária influencia na gestão no Brasil. Há algum tipo de incerteza pelo fato de não se saber para quem a Alitalia será vendida? Antunes: Apenas os comissários extraordinários falam sobre o procedimento para encontrar novos parceiros, mas o que podemos dizer é que a companhia aérea é, com certeza, muito mais atraente do que há alguns meses. Melhoramos tanto em termos de desempenho financeiro quanto em desempenho operacional. Somos uma das melhores companhias aéreas do mundo em pontualidade.   

Além disso, após alguns anos em queda, as receitas registraram em 2017 um crescimento de cerca de 1%. E ainda mais significativo é o fato de que, após o crescimento de 3% registrado em dezembro, no primeiro trimestre deste ano as receitas devem crescer entre 4% e 5%. Isso significa que as coisas estão indo melhor.   

ANSA: Quanto a Alitalia investirá em 2018 no Brasil? Antunes: A operação brasileira já conta com os novos voos que introduzimos em novembro de 2017 e que representaram um aumento de 80% no número de frequências, ou seja, 3,5 mil assentos adicionais por semana. Em relação ao ano passado, temos de fato a responsabilidade de mais 3,5 mil poltronas para vender por semana. É um investimento significativo. (ANSA)
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