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Macron pede cooperação para 'renovar' multilateralismo

25/04/2018 14h21

WASHINGTON, 25 ABR (ANSA) - O presidente da França, Emmanuel Macron, concluiu nesta quarta-feira (25) sua visita aos Estados Unidos com um longo discurso no Congresso norte-americano, no qual pediu cooperação do país para renovar o "forte multilateralismo", de acordo com o elaborado depois da 2ª Guerra Mundial. "Os Estados Unidos devem estar envolvidos em um forte multilateralismo. A única opção é fortalecer nossa cooperação", ressaltou Macron falando em inglês.   

De acordo com o chefe de Estado francês, as nações podem "construir uma nova ordem global. Esse multilateralismo forte não ofuscará nossas identidades nacionais, é exatamente o oposto".   

Recebido com três minutos de aplausos, Macron fez sua declaração na data que coincide com o 58º aniversário do discurso do então presidente francês Charles de Gaulle, ocorrido em 1960.   

A França e os EUA são "nações enraizadas no mesmo terreno, os mesmos ideais da revolução norte-americana e francesa, os valores da tolerância, liberdade e igualdade de direitos", disse.   

O líder europeu ainda alertou contra o isolacionismo e "a esperança do nacionalismo". "A desregulamentação em massa e nacionalismo extremo não são respostas para os desafios do globalismo".   

Segundo ele, "fechar as portas para o mundo não vai parar a evolução do mundo". Em seu discurso, Macron também advertiu sobre os riscos de uma "guerra comercial" entre a União Europeia e o governo de Donald Trump, ressaltando que o conflito "não é coerente".   

"Precisamos de um comércio livre e justo. As guerras comerciais destroem os empregos e quem pagará por isso será a classe média", disse o mandatário pedindo para Washington eximir a UE das tarifas do aço e ao alumínio. Acordo com Irã Durante discurso no Congresso, Macron também afirmou que o Irã jamais terá armas nucleares e ressaltou que seu homólogo Donald Trump não pode sair do acordo sem "ter algo mais concreto".   

"O Irã nunca terá qualquer arma nuclear, nem agora, nem em cinco anos, nem em 10 anos", acrescentou.   

Macron ainda disse que essa política não deve causar uma "guerra no Oriente Médio" e apontou que seu país "não se retirará" do acordo multinacional assinado em 2015 com Teerã.   

Acordo de Paris Emmanuel Macron ainda defendeu o retorno dos Estados Unidos ao Acordo de Paris. "Não há planeta B. Temos a obrigação de dar a nossos filhos um planeta habitável, tenho certeza de que um dia os Estados Unidos farão parte do Acordo de Paris", assegurou o francês.   

"Trabalhamos juntos para tornar nosso planeta grande novamente e criar novos empregos e novas oportunidades", finalizou. No início do ano, Trump chegou a afirmar que poderia voltar atrás e entrar no acordo se o documento for "bastante alterado" para ser "justo" com seu país. (ANSA)
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