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Pais de Alfie Evans pedem para Papa Francisco visitar bebê

26/04/2018 10h58

LONDRES, 26 ABR (ANSA) - Os pais do britânico Alfie Evans fizeram nesta quinta-feira (26) um apelo para o papa Francisco visitar o hospital Alder Hey, em Liverpool, para ver a situação do bebê.   

"Peço ao Papa [Francisco] para vir perceber o que está acontecendo. Venha ver como meu filho é refém neste hospital", disse Tom Evans, pai do menino de 23 meses, que sofre de uma doença neurodegenerativa rara Segundo ele, "é injusto" o que estão sofrendo, mas agradece a Itália por tudo que tem feito. "Obrigado Itália. Nós te amamos.   

Alfie é uma parte da família italiana, nós somos uma parte da Itália".   

O governo italiano concedeu cidadania a Alfie por motivos humanitários e pediu a Londres para realizar sua transferência para Roma, mas o pedido foi rejeitado.   

Desta forma, o bebê teve seus aparelhos desligados contra a vontade dos pais, que já recorreram em todas as instâncias da Justiça britânica e até na Corte Europeia de Direitos Humanos.   

Nesta semana, diversos manifestantes autodenominados "Exército de Alfie" protestaram em frente ao hospital contra a decisão dos tribunais. "Estamos gratos pela solidariedade e apoio recebido nestes dias.   

Nós conhecemos pessoas extraordinárias. O papa [Francisco] está com nós. Nós estamos fazendo o melhor para nosso filho", ressaltou Tom. Na última semana o pai do bebê foi recebido pelo Pontífice no Vaticano. Inclusive o próprio Jorge Mario Bergoglio fez um apelo pela vida da criança.   

"Vamos continuar lutando, recebendo mais força do povo italiano, do governo, do ministro que se comprometeu conosco, nunca vamos agradecer o suficiente", concluiu. Hoje (26), Tom e Kate Evans vão se reunir com os médicos encarregados pelo hospital para discutir o retorno do bebê para casa, após o último "não" do Tribunal de Apelações de Londres.   

Segundo os pais de Alfie, ele continua respirando sem a máscara de oxigênio, "sem deterioração" de sua condição, mesmo que esteja parecendo "um pouco fraco" nesta manhã. (ANSA)
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