Morre Alfie Evans, bebê britânico alvo de batalha judicial

LONDRES, 28 ABR (ANSA) - Em meio a uma longa batalha judicial, o bebê Alfie Evans, que sofria de uma doença neurodegenerativa rara, morreu neste sábado (28), informou os pais do britânico. A notícia foi confirmada pelo próprio pai do menino, Thomas Evans, em uma publicação no Facebook. "O meu gladiador ganhou seu escudo e suas asas às 2h30 (horário local). Absolutamente desconsolados. Eu te amo meu garoto", escreveu.   

Os pais de Alfie travaram uma batalha contra a justiça britânica há quase seis meses para conseguir o direito de manter os aparelhos do bebê ligados e, consequentemente, uma transferência para o hospital pediátrico Bambino Gesù, administrado pela Igreja em Roma.   

Alfie estava internado no hospital Alder Hey, em Liverpool, desde maio de 2016 para tratar de uma doença degenerativa rara e desconhecida. No entanto, por não responder mais ao tratamento, os médicos afirmaram que o melhor a ser feito seria desligar as máquinas.   

Desde então, Tom e Kate tentaram reverter a decisão em todas as instâncias da Justiça britânica e até na Corte Europeia de Direitos Humanos, mas todos os recursos foram negados, inclusive o de transferir Alfie para a Itália.   

Em uma postura até certo ponto rara em situações do tipo, o governo italiano deu cidadania ao pequeno Alfie. Além disso, chegou a deixar um avião pronto para buscá-lo a qualquer momento, mas um último recurso barrou a transferência.   

O papa Francisco chegou a fazer diversos apelos pela vida de Alfie e defendeu sua família publicamente dizendo que "o único dono da vida, do início ao fim natural, é Deus".   

Neste sábado, o Pontífice afirmou que está "profundamente comovido com a morte do pequeno Alfie". "Hoje, eu rezo especialmente por seus pais, enquanto Deus Pai o recebe em seu terno abraço", disse.   

O caso também comoveu a população no Reino Unido, Itália, Polônia e outros países europeus, o que motivou diversas discussões sobre a situação de Alfie.   

Mais cedo, diversas pessoas carregando bandeiras da Itália e Polônia e balões azuis se reuniram em frente ao hospital Alder Hey para prestarem a última homenagem ao menino, que nascera no dia 9 de maio de 2016. (ANSA)
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