Site agrava crise no PD na véspera de reunião crucial

ROMA, 02 MAI (ANSA) - Um site apócrifo na Itália serviu de combustível para a já inflamada crise no Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, ao expor os nomes de lideranças favoráveis e contrárias a negociar um acordo de governo com o antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).   

A página "senzadime" ("não contem comigo", em tradução livre) surgiu na véspera da reunião do diretório do PD desta quinta-feira (3), que decidirá se a legenda abre ou não um diálogo com o M5S. O nome é tirado de uma hashtag criada por apoiadores do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi para criticar a possibilidade de um acordo com o movimento antissistema.   

O site incluía como "favoráveis" a negociar com o M5S, entre outros, os ministros da Justiça, Andrea Orlando, e dos Bens Culturais, Dario Franceschini, além do governador da Puglia, Michele Emiliano, e do ex-prefeito de Turim Piero Fassino.   

Poucas horas depois, os nomes foram retirados do site, que continua no ar. "Quando, em uma comunidade política, na véspera de uma discussão séria que diz respeito ao país, se chega a isso, é porque algo de profundo está errado", afirmou Franceschini no Twitter.   

Já Renzi, que liderou o PD até março e renunciou após a derrota do partido nas eleições legislativas, defendeu a união da sigla e disse esperar que "não usem pretextos para rompimentos". A crise na legenda social-democrata se aprofundou no último domingo (29), quando o ex-premier deu uma entrevista rechaçando a hipótese de se aliar ao M5S.   

As declarações foram vistas como uma desautorização pública do secretário interino do PD, Maurizio Martina, que acusou o golpe.   

"Não se pode liderar um partido nestas condições", afirmou, no dia seguinte à entrevista de Renzi.   

A hipótese de um governo M5S-PD surgiu após o fracasso nas negociações entre o movimento antissistema e o partido ultranacionalista Liga, que se recusou a romper a coalizão de direita com Silvio Berlusconi. No entanto, até agora as tratativas não evoluíram, e a Itália corre o risco de ter eleições antecipadas. (ANSA)
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