M5S se reúne com Salvini para debater possível acordo

ROMA, 9 MAI (ANSA) - O secretário da Liga, Matteo Salvini, e o líder do partido antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S), Luigi Di Maio, se reúnem nesta quarta-feira (9) na tentativa de chegar a um acordo para a formação do governo da Itália.   

O encontro ocorre depois que o presidente italiano, Sergio Mattarella, afirmou que se não houver um acordo entre as partes para criar um gabinete político nos próximos meses, ele criará um "governo neutro" para ficar no poder até dezembro. Di Maio e Salvini, no entanto, informaram ao mandatário que precisam de 24 horas para debater o entrave causado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi após o secretário da Liga recusar romper a coalizão de direita para não perder força. O prazo foi concedido. "Eu tenho algo a dizer dentro de 24 horas, mas sem pressão, sem vontade de dar conselhos a ninguém, não ouvi Berlusconi", explicou Salvini, ressaltando que sua "posição é a mesma de dois meses atrás". "Ainda há dois vetos cruzados, nada mudou, estou no meio, ninguém diz não à Liga. Governos neutros não existem. A única exceção, que eu digo a Mattarella, é que se ele quisesse um governo que não tivesse os números, teria que mandar o meu.   

Ainda assim teria números maiores que esses", acrescentou. O principal impasse nas negociações para a formação do novo governo depois das eleições legislativas de 4 de março acontece porque o partido antissistema não aceita governar ao lado de Berlusconi, líder da coalizão que obteve 41% dos assentos na Câmara e 43% no Senado, enquanto que o M5S foi o mais votado com 35% e 34%, respectivamente. Nas últimas negociações, tanto o M5S quanto a Liga, legendas com o maior número de assentos no Parlamento, já se expressaram a favor de eleições antecipadas em julho.   

No entanto, o presidente quer que ambas as partes cheguem a um acordo para que o Orçamento de 2019 seja aprovada e garanta um mínimo de estabilidade neste ano, "Não podemos dar apoio externo a um governo M5S-Liga porque não podemos aceitar exclusões de princípio", ressaltou o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani. (ANSA)
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