Paquistão apura morte de jovem que se casaria com italiano

MILÃO, 11 MAI (ANSA) - O Paquistão está investigando a morte de Sana Cheema, jovem que residia na Itália e que foi assassinada durante uma viagem a Gujrat, no norte do país asiático.   

Inicialmente, acreditava-se que a paquistanesa de 25 anos tinha sido morta por seu pai, por um irmão e um tio, por querer se casar com um italiano. No entanto, de acordo com as últimas informações, a vítima, que foi estrangulada, teria negado um matrimônio arranjado pela família, gerando revolta nos parentes.   

Alguns jornais indicam que seu pai, Mustafa Ghulam, confessou o crime e teve ajuda de um quarto familiar - um primo de Sana que teria transportado o cadáver - e de um médico que realizou a autópsia do corpo.   

A família teria tentado, inclusive, fugir para o Irã, mas foi interceptada pela polícia e detida. O Paquistão também investiga a relação da mãe da vítima e de uma tia com o crime.   

Contudo, Mustafa negou a confissão em entrevista ao jornal italiano "la Repubblica" e disse que a filha faleceu de "morte natural". Segundo o pai, ela tinha os ossos do pescoço quebrados por "ter batido a cabeça na beira da cama ou do sofá".   

O prazo para a polícia apresentar suas conclusões foi prorrogado em 15 dias, quando todos os exames já terão sido realizados.   

Sana Cheema era cidadã italiana e morreu um dia antes de voltar para Brescia, onde morava. (ANSA)
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