FCA deixará de produzir carros a diesel até 2021

BALOCCO, 01 JUN (ANSA) - O CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Sergio Marchionne, anunciou nesta sexta-feira (1º) que a empresa deixará de produzir carros de passeio movidos a diesel até 2021.   

Em um evento em Balocco, no norte da Itália, para apresentar o plano industrial do grupo para 2018-2022, o executivo disse que as "crescentes limitações" causarão um "forte declínio" dessa tecnologia nos próximos anos.   

"Apostaremos em produtos capazes de recuperar o custo das novas tecnologias de eletrificação", ressaltou Marchionne. A FCA deve colocar no mercado até 2023 seus primeiros sistemas autônomos de "nível 4", ou seja, limitados a áreas específicas e a condições meteorológicas favoráveis.   

"Ofereceremos a direção autônoma nos produtos de topo de linha.   

Todos querem participar desse mercado", afirmou Harald Wester, responsável por tecnologias da Fiat Chrysler. Já a estratégia da empresa no mercado de carros elétricos deve ser capitaneada pelo Fiat 500, bastante popular em áreas urbanas.   

"O 500 é líder de preço, participação de mercado e, por décadas, definição de mobilidade urbana. Por isso é ideal para uma solução a bateria completa", disse Marchionne. O plano industrial para 2018-2022 prevê o investimento de 45 bilhões de euros e fará a FCA atingir plena capacidade produtiva na Itália e na Europa em quatro anos.   

Desse total, US$ 9 bilhões (cerca de 7,6 bilhões de euros) serão aplicados no desenvolvimento de veículos elétricos. "A independência do petróleo é uma de nossas prioridades", acrescentou o CEO.   

O plano também prevê 10 lançamentos da marca Jeep até 2022 (dois por ano), sendo todos com opção eletrificada e altos níveis de conectividade; e alcançar uma venda anual de 100 mil carros da Maserati - estes com motor Ferrari - e 400 mil da Alfa Romeo.   

"É um plano sólido e corajoso e que reflete as ambições coletivas e a determinação de homens e mulheres da FCA", ressaltou Marchionne. Os "carros-chefes" da estratégia global do grupo serão as marcas Jeep, Ram, Maserati e Alfa Romeo, enquanto a Fiat deve ser redimensionada na Europa e focar nos mercados onde tem presença histórica, como a América Latina.   

Em termos financeiros, a FCA prevê um crescimento anual de 7% nas receitas. (ANSA)
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