Cada país deve acolher os refugiados 'que puder', diz Papa
AVIÃO PAPAL, 21 JUN (ANSA) - O papa Francisco afirmou nesta quinta-feira (21) que a Itália é uma nação "generosa" e que cada país deve "acolher e integrar" o quanto de refugiados puder. As declarações foram dadas durante seu retorno de uma viagem a Genebra, na Suíça.
"Cada país deve fazer isso com a virtude do governo, que é a prudência: acolher tantos refugiados quanto puder e o quanto se puder integrar, educar, dar trabalho", disse o líder da Igreja Católica, destacando a "generosidade" de nações como Itália e Grécia na crise migratória no Mediterrâneo.
Na Itália, existe uma grande expectativa para um possível encontro entre o Papa e o ministro do Interior Matteo Salvini, que vem fechando os portos do país para navios de ONGs que resgatam pessoas no mar.
Até aqui, no entanto, o governo e a Igreja Católica evitaram comprar brigas. O próprio Francisco reconheceu o problema do tráfico de seres humanos, mas alertou para a existência de "campos de concentração" comandados por organizações criminosas.
"Em alguns casos, se estão em águas líbias, [os migrantes] devem voltar, e vi fotografias das prisões dos traficantes... São terríveis, nos campos de extermínio da Segunda Guerra Mundial se via essas coisas, mutilações, torturas, e depois os atiram em fossas comuns", afirmou o Pontífice, acrescentando que essa é uma "emergência" para a Europa. (ANSA)Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.
"Cada país deve fazer isso com a virtude do governo, que é a prudência: acolher tantos refugiados quanto puder e o quanto se puder integrar, educar, dar trabalho", disse o líder da Igreja Católica, destacando a "generosidade" de nações como Itália e Grécia na crise migratória no Mediterrâneo.
Na Itália, existe uma grande expectativa para um possível encontro entre o Papa e o ministro do Interior Matteo Salvini, que vem fechando os portos do país para navios de ONGs que resgatam pessoas no mar.
Até aqui, no entanto, o governo e a Igreja Católica evitaram comprar brigas. O próprio Francisco reconheceu o problema do tráfico de seres humanos, mas alertou para a existência de "campos de concentração" comandados por organizações criminosas.
"Em alguns casos, se estão em águas líbias, [os migrantes] devem voltar, e vi fotografias das prisões dos traficantes... São terríveis, nos campos de extermínio da Segunda Guerra Mundial se via essas coisas, mutilações, torturas, e depois os atiram em fossas comuns", afirmou o Pontífice, acrescentando que essa é uma "emergência" para a Europa. (ANSA)
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