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Japão executa grupo que cometeu ataque com sarin a metrô

06/07/2018 10h04

TÓQUIO, 6 JUL (ANSA) - O Japão executou nesta sexta-feira (6) o líder e os membros de um culto apocalíptico responsável por um ataque com gás sarin no metrô de Tóquio há 23 anos, o qual matou 13 pessoas e deixou outras seis mil intoxicadas.   

O primeiro executado por enforcamento foi Shoko Asahara, de 63 anos, cujo nome verdadeiro é Chizuo Matsumoto. Ele era o líder do Aum Shinrikyo, que significa "Verdade Suprema" em japonês.   

Outros seis também foram executados. Mais cinco pessoas foram também condenadas pelo ataque. "Asahara era o cérebro e os outros 12 eram meros braços", disse Taro Takimoto, o diretor da Sociedade Japonesa pelo Culto à Prevenção e Recuperação, que foi vítima do ataque.   

O Aum Shinrikyo era uma seita religiosa de ideologia apocalíptica que misturava ritos do cristianismo, do hinduísmo e do budismo. Seus membros defendiam um confronto com o Estado japonês para o fim da civilização. Em 20 de março de 1995, o grupo usou guarda-chuvas com pontas para furar sacos com gás sarin em cinco vagões do metrô de Tóquio, no horário de pico. O grupo ficou detido até que todos os recursos fossem julgados pela Justiça, o que ocorreu em janeiro de 2018. Shoko Asahara tinha sido sentenciado em 2006 e, desde 2008, evitava contatos com familiares e seus advogados, vivendo em completo isolamento. (ANSA)
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