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Ministro diz que Itália não quer 'esmola' da UE

24/07/2018 18h48

ROMA, 24 JUL (ANSA) - O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, chamou de "esmola" a proposta da União Europeia de pagar a seus Estados-membros 6 mil euros por cada solicitante de refúgio resgatado no Mediterrâneo e acolhido.   

Durante um compromisso público nesta terça-feira (24), em Roma, o secretário da ultranacionalista Liga afirmou que essa hipótese "não existe", até porque, ao longo do tempo, "cada solicitante de refúgio custa entre 40 mil e 50 mil euros".   

"Se querem dar dinheiro a qualquer um outro, que o façam, a Itália não precisa de esmola", disse Salvini, acrescentando que o desejo de Roma é "fechar os fluxos de chegada". "Não pedimos dinheiro, mas dignidade, e a estamos reconquistando com nossas mãos", afirmou.   

A proposta da Comissão Europeia, poder Executivo da UE, prevê que o pagamento de 6 mil euros seja limitado a 500 solicitantes de refúgio por país. Esse número, multiplicado por 28 Estados-membros (14 mil), corresponde a menos de 30% dos cerca de 53 mil deslocados externos que entraram no bloco via Mediterrâneo apenas em 2018.   

Além disso, a proposta de Bruxelas defende a criação "voluntária" de "centros controlados" para abrigar solicitantes de refúgio nos países da UE. As nações que abrirem essas estruturas terão assistência europeia para acelerar todos os procedimentos, tanto de concessão de refúgio como de repatriação.   

O objetivo é incentivar nações do leste e dos Bálcãs, que pouco contribuem para o sistema de acolhimento do bloco, a receberem solicitantes de refúgio. "Acho que há muitas coisas interessantes", disse o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, "mas a solidariedade europeia não tem um preço, não é uma lógica correta dizer 'nós cuidamos do problema, nos deem o dinheiro', e os outros podem ficar indiferentes".   

Após a posse do novo governo, em 1º de junho, a Itália endureceu suas políticas migratórias para forçar os outros Estados-membros da UE a receberem pessoas resgatadas no Mediterrâneo. (ANSA)
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